quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Esconderijo Lança Material Inédito

No ano de 2002, em Ponta Grossa, PR, tocar rock na igreja, era impensável. O que dizer então de tocar Punk Rock? Inaceitável! Mas sem se preocupar com o que os outros pensam e com o foco apenas em exaltar o nome do Criador, três amigos e irmãos na fé: Zico Batera (Igr. Ev. Quadrangular), Cleber Martins (Igr. Presbiteriana Renovada) e Luis Vulcanis (Igr. Ev. Assembléia de Deus) montam a banda CHC (Christian HardCore).
Capa da Coletânea

Musicalmente a banda mescla punk rock com rock'n roll e até umas pitadas de hard. Os ensaios acontecem nas tardes de domingo na 3ª Igreja Presbiteriana Renovada de Ponta Grossa. O grupo, apesar da vida curta faz algumas apresentações e após um ano se dissolve. Zico Batera segue como baterista no grupo de louvor de sua igreja e depois migra para a Igr. Ev. O Brasil Para Cristo onde atualmente é baterista e percussionista. Luis Vulcanis segue tocando em grupos de louvor e na banda Safra Vintage e atualmente é baixista na banda Holy Factor e congrega no Ministério das Gerações. Cleber Martins investe na carreira de Professor de História e segue tocando no grupo de louvor da 3ª Igr. Presbiteriana Renovada.
Contra-Capa

No dia 6 de agosto de 2014 o amigo e irmão Cleber passa para o Senhor. Por conta disso, Luis Vulcanis resolve tirar do baú uma velha gravação, em fita k-7, de um ensaio da CHC. Em parceria com o Studio Vulcanis conseguem salvar quatro músicas e lançam o material disponível para download no 4shared. O álbum recebe o nome de Se Eu Pudesse, que é uma das músicas compostas pelo amigo Cleber. Trata-se de material histórico pois é o único registro, conhecido, desta que foi a primeira banda punk cristã de Ponta Grossa.


O material é bastante simples mas é de coração....

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Home Studio #04 - Pai Eu Estou Aqui

    Prosseguindo na minha saga do Home Studio, enquanto não consigo levantar uns trocados para comprar minha interface de audio vou gravando umas coisinhas no PC usando oa placa de audio do próprio PC.
    Desta vez foi a música Pai Eu Estou Aqui, de minha autoria. Como estavamos com as coisas meio bagunçadas aqui em casa, devido a uma mudança, acabei editando a bateria no Hydrogen, ficou legal. Aprendi umas manhas no Hydrogen para que a bateria não fique artificial. Depois meu amigo Amilton Junior me ensinopu outras, mas já estava pronto.
    O Baixo foi gravado em linha em duas pistas, uma limpa e outra com drive. Gravei também uma guitarra base, bem distorcida no fundo, em linha, para acrescentar um peso.
    A guitarra principal foi gravada pelo Rafael Tonetti usando um cubinho de baixo Moug e microgone quase na borda do auto-falante.
    A voz foi um calvário, não ficou como eu queria, mas consegui eliminar ruidos usando um noise gate na entrada. Acho que devia ter feito um vocal mais pesado, com mais drive (natural).
    Mas o resultado final ficou razoável, mas posso melhorar. Estou aprendendo muito, principalmente a suprir a falta de tecnologia. Ah! Gravei tudo no Reaper com plugins gratuítos. O resultado você confere a seguir:

    

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Home Studio #03 - Se Jesus Voltasse Agora

Continuando minha saga de gravar músicas sem recursos resolvi gravar mais uma. A brincadeira começou no dia 25 de agosto e terminou no dia 1 de setembro de 2013. Desta vez resolvi fazer um macking of explicando como foi feita a gravação e quais equipamentos e instrumentos foram utilizados. Encontrei um material muito bom sobre equalização no canal do Roberto Torao
O resultado você confere logo abaixo...


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Home Studio #02 - Compreensão.

Tem um bom tempo que quero montar um home studio para registrar minhas músicas mas a grana tá sempre curta e até agora não deu para comprar uma interface de áudio e um mic decente. Mas eu, além de cristão (tenho fé) sou punk (não estou nem aí para os obstáculos) e resolvi gravar com o que tenho mesmo.
Como eu sou um compartilhador, por excelência, vamos a receita do bolo.

Equipamento:

  • Um PC samsung RV411 com a placa de som nativa.
  • Aplicativo: REAPER e alguns plugins para tratamento de áudio.
  • Microfone: Shure 8700
  • Bateria: Uma BNB (coitadinha, tá tão acabadinha) Ataque Octagon e Rider Harpy
  • Guitarra: Uma Phoenix Strato sem mudanças.
  • Baixo: Tagima B4 (Direto na Placa).
  • Amp Guitarra: Warm Musica 30w usei a distorção do Amp 

Gravação:

Começamos com a bateria. Para captar o som posicionei o microfone de acordo com as instruções do Felipe Lisciel. Confira na foto abaixo:

Depois de captar a bateria, gravei o baixo em linha (minha caixa está queimada) e depois a guitarra. A guitarra gravamos com a distorção do amp e o microfone a uns 10 cm da tela do alto falante bem no meio. Por último gravamos a vós e o backing (as crianças ajudaram).

Tratamento

Na hora da mixagem não mexi muita coisa não. Só plugins de tratamento: Noise Gate, Compressor e Equalizador (Boot EQ MK II - foto). Na voz principal foi adicionado um reverb e no coro um delay.
É óbvio que com um mic decente (Shure 57) e uma interface boa o resultado seria muito superior. Mas levando em consideração as limitações técnicas e materiais creio que ficou bom.
Como diz o Paulo Anhaia, o mais importante é quem faz e não com o que faz. O resultado está logo abaixo. 



Resultado



Errata: No final do vídeo a data da gravação está errada. Na verdade a gravação foi realizada em 18 de agosto de 2013.
Espero que curtam...


quinta-feira, 21 de março de 2013

Modos e Estilos #03 - Led Zeppelin

Na década de 70 eu morava no Leme (Rio de Janeiro) no apartamento da Gal. Ribeiro da Costa. Nesta época tinhamos uma turma muito louca, uma espécie de Clube de Amigos que tinha nome, estatuto, carteirinha, etc. A organização se chamava ATIVA (Associação Técnica de Investigações da América) "risos".


Tinhamos por objetivo colecionar coisas, jogar WAR e ouvir música, muita música. A paixão pela música era algo comum a todos, colecionáva-mos discos que eram catalogados, etiquetados e muito bem conservados. As etiquetas seguiam um padrão de cores que identificavam o dono do discos, pois as bolachas iam de mão em mão. Um dos nossos redutos era o apartamento do Mauro, foi lá que ouvi e me apaixonei por um dos discos mais importantes da minha formação musical: o Led Zeppelin IV.

Foi amor a primeira vista. Ao ouvir o riff de Black Dog simplesmente pirei. É legal ouvir algo que me impactou tanto, quase 40 anos depois e descobrir que o efeito ainda é o mesmo. Mas vamos ao álbum! O disco foi lançado pela Atlantic Records e 8 de novembro de 1971. Trata-se do quarto álbum de estúdio do quarteto britânico. Na verdade o disco não tem nenhum título apenas os símbolos que cada um dos membros escolheu para si. Foi gravado em vários estúdios. Deste trabalho originaram-se dois singles (Compactos): Black Dog/Misty Mountain Hop, lançado em 2 de dezembro de 1971 e Rock and Roll/Four Sticks lançado em 21 de fevereiro de 1972. Apesar de não ser lançada como single, a música Stairway to Heaven acabou tornando-se o maior hit da banda e um dos ícones do rock de todos os tempos. O disco chegou ao segundo lugar da Billboard e já vendeu cerca de quarenta milhões de cópias no mundo todo. Vamos as músicas.


Black Dog

A linha base da canção é de Jonh Paul Jones, o riff envolvente, as paradas para o vocal, a batida marcante e precisa de Bonham e o solo de guitarra no final complementam esta obra prima. Se não ouviu, ouça, pois foi feita para ouvir.
Curiosidade: o nome é uma referência a um cão que frequentava o estúdio e não tem nenhuma ligação com a letra que fala de paixão e dor.

Rock and Roll

Outro clássico, a introdução de bateria já da mostras do que virá. É blues acelerado sem frescuras. Base para muita banda. Mais uma vez a guitarra de Page diz porque ele ainda é considerado um dos maiores guitarristas da história. A música nasceu no estúdio enquanto a banda tentava gravar uma outra canção. Pura inspiração.

The Battle of Evermore

Uma referência a saga de Senhor dos Anéis é a única do albúm que conta com a participação do vocal feminino de Sandy Danny (cantora inglesa). A canção possui uma atmosfera mágica onde predomina o som do bandolim. É mais uma amostra da genialidade e da versatilidade da banda.

Stairway to Heaven

Falar o que? Não há muito o que falar sobre esta música. Só mesmo ouvindo para entender porque éla é considerada uma das melhores canções de todos os tempos. Poderia ficar linha e linhas escrevendo sobre suas mudanças ritmicas, sobre as flautas de John P Jones, sobre a Telecaster de Page no Solo, sobre as mudanças de andamento nos compassos 3/4, 5/4 e 7/8, etc, etc, etc. Trata-se de um raro momento de inspiração. Não é minha preferida mas é linda.

Misty Mountain Hop

Mais um clássico nas mãos de Jonh P Jones. Os teclados mandam na música e o riff quebrado seria copiado por muitas bandas, é uma das bases do hard rock. A guitarra de Page fica quase em segundo plano. Bem contagiante.

Four Sticks

O título é a própria música pois Jonh Bonham tocou com quatro baquetas. Mais uma mistura de hard e folk. Conta a lenda que a banda trabalhou muito nesta canção para achar a sonoridade certa. Jimi Page gravou vários solos. Um deles acabou se transformando na base de Rock anr Roll. O uso de sintetizadores aponta para a direção que a banda iria tomar no futuro.

Going to California

Mais um tema acústico onde o violão e o bandolim tem a preferência. Trata-se de um folk que cria uma atmosfera de paz e tranquilidade. Lembro-me de ouvir esta faixa repetidas vezes. O vocal de Plant está perfeito.

When the Levee Breaks

Na minha opinião pessoal é a melhor música do álbum. A batida cativa já no primeiro instante. A bateria foi gravada em uma sala ampla para dar mais reverberação. Um clássico do hard rock. A música foi originalmente gravada e lançada em 1929 pelo casal Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie em referência à uma grande enchente ocorrida no estado americano do Mississippi em 1927. O Led regravou a letra com um novo arranjo. A várias guitarras em overdub e a harmônica dá o clima mágico. Muito boa, mesmo!

Conclusão

O quarto álbum foi definitivo para a banda e para mim, comprei os anteriores e posteriores e acompanhei a banda até seu fim em 1980 devido a morte do baterista Jonh Bonham. Para ter uma idéia de quanto foi importante para mim basta contar que cpmprei este disco três vezes: A primeira edição nacional com capa simples, a segunda com capa dupla e encarte e a importada. É uma pena que na minha fase mais tenebrosa tenha me desfeito destas preciosidades.

sábado, 16 de março de 2013

Modos e Estilos #02 - Deep Purple - Machine Head


Se não me falha a memória, o ano éra 1975, um ano após o fiasco da seleção na Alemanha. Eu com meus 13 anos passei em frente a uma loja de aparelhos de som na avenida Nª Srª de Copacabana, no bairro homônimo, no Rio de Janeiro, quando fui atingido por um petardo que vinha das caixas de som de um belo e potente gradiente. Imediatamente fui embriagado pelo ritmo marcante e perturbador que vinha da loja. Entrei e perguntei ao vendedor que som era aquele e ele me mostrou uma capa cheia de rostos distorcidos. Anotei o nome da banda e o nome do disco. Fui a uma loja e gastei toda a minha mesada. Corri para casa para escutar a bolacha. Era o Machine Head da banda inglesa Deep Purple.


Machine Head - Capa

O Álbum



Machine Head foi lançado oficialmente em 1972 e foi gravado em dezembro de 1971 em um hotem na Suiça (Montreaux) sem overdubs. Trata-se de um clássico não apenas da banda mas da própria história do rock. Todas as sete faixas foram compostas por todos os membros sa banda: Ritchie Blackmore, Ian Gillan, Roger Glover, Jon Lord e Ian Paice.


As Músicas



O Álbum abre com a fantástica Highway Star sua batida constante, baixo marcante, vocal rasgado e um solo arrasador de orgão Hammond. A letra fala sobra a paixão entre o homem e seu carro. O solo de Blackmore é simples e preciso e a linha de baixo e marcante, resumindo: um clássico que serviu de escola para muitas bandas. A segunda faixa é Maybe I'm a Leo, que já inicia com um riff marcante para contar a história de uma paixão perdida. É interessante a combinação da bateria em 4x4 e o riff em 2x4. O solo de guitarra é simples e perfeito seguido de uma seguência de acordes de um Rhodes. A Bateria de Ian Paice é precisa com intervençoes sempre no momento certo da música. A próxima música é Pictures Of Home que traça um quadro sobre a solidão. Mais uma vez o riff constante está presente. É a música onde cada um mostra seu talento. O virtuosismo de Jon Lord é evidente em toda a faixa. Há um solo de Glover mostrando seu talento nas quatro cordas. É quase um instrumental. Na sequência temos Never Bofore que mais uma vez volta ao tema do amor perdido. Apesar da letra fraca a música inicia com uma levada Soul passando a um rock'n roll dançante muito popular na década de 70 com mudanças ritmicas. O destaque vai para a guitarra de Blackmore que mostra claramente suas influências do negro blues. Chegamos a faixa número cinco. Smoke On The Water. Nem é preciso dizer que se trata de uma das melhores e mais populares cações do rock produzido nos anos setenta, o riff marcante, batidas, tudo perfeito. A letra fala de um cara muito preguiçoso e sem ambições mas está ali apenas para preencher um espaço. Jon Lord da um show que se completa com a guitarra blues de Blackmore. Finalmente chegamos a última faixa. Space Truckin é uma brincadeira divertida e que ao vivo chega a ter vinte minutos para que todos tenham tempo de sobra para mostrar seus talentos musicais.


Conclusão


Machine Head foi um disco que me levou a uma nova dimensão do que é rock. Inesquecível.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Modos e Estilos #01 - Pink Floyd - The Dark Side Of The Moon

Quando eu tinha onze anos, isso foi há muito tempo, no finalzinho de 1973, eu tive meu primeiro contato verdadeiro com a música. Nesta época eu morava em Curitiba, na rua Senador Alencar Guimarães, bem no centro da cidade. Nós alugávamos um quarto, na casa da frente, onde hoje existe um hotel, para um cara muito louco e cabeludo. Não me lembro o nome dele mas lembro do apelido: Peninha. O Peninha era meio (ou inteiro) hippie. Eu era criança e gostava de ir lá pois ele ouvia uma música legal. Lembro-me como se fosse hoje daquele disco com a capa preta com um triangulo e um risco branco e outro todo colorido como um arco-iris (era assim que eu via). Sim, estou me referindo ao The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd. Pela primeira vez ouvi algo de uma maneira diferente: prestando atenção. Fui fisgado.

1973 - The Dark Side Of The Moon - Pink Floyd - Harvest/EMI 
Não pretendo nesta série de artigos fazer uma longa e profunda análise de álbuns e gêneros musicais. Apenas quero compartilhar aqueles discos que foram importantes e que eu considero relevantes na história da música e na minha formação.

Considero este álbum um marco. Não vejo o Pink Floyd como uma banda perfeita, pois trata-se de um grupo cheio de altos e baixos. Aprecio três ou quatro álbuns de sua carreira a saber: The Piper At The Gates of Down (1967), Medle (1970), The Dark Side Of The Moon (1973) e Wish You Were Here (1975) e destes o Dark Side para mim é definitivo.

Como mencionei anteriormente, não vejo o Pink Floyd como a melhor banda do mundo, mas é sem dúvida uma banda única com um timbre peculiar e exclusivo. Foi a banda que me mostrou e me fez amar a cena Prog Rock. Mas vamos ao álbum.

Dark Side inicia com a emblemática Speak To Me com seu batimento cardíaco indicando que há vida, muita vida e loucura nas faixas seguintes. A segunda faixa é On The Run que é fiel ao título nos remetendo a uma corrida desenfreada que tanto pode ser uma fuga como uma busca. Em seguida temos a super conhecida Time com seus relógios, sua levada suave que fala sobre a vida e quanto desperdiçamos em nossa caminhada. O solo de guitarra de David Gilmor é primoroso. Lembro-me do Maurício Moura de Almeida (In Memoriam), irmão do Márcio Hulk que tocava este solo na guitarra quando morávamos no Leme (Rio de Janeiro), época em que o Márcio tocava bateria. Na sequência temos, na minha opinião, a melhor música do disco: The Great Gig In The Sky, um Blues que conta com a participação da cantora Clare Torry descoberta num estúdio pelo então produtor Alan Parsons. A próxima faixa é Money que tem uma linha de baixo animal feita em cima de um arpejo em Bm (Si menor) em compasso 7/4, além de um solo de sax executado pelo lendário músico de estúdio Dick Parry. A faixa Money foi a única do álbum a entrar para o Top 20 da Billboard. Depois de Money temos Us And Then, uma suave melodia entrecortada por um refrão mais agressivo que fala de vida e morte.  Simplesmente linda com seus teclados esbanjando timbres maravilhosos. É a faixa mais longa do álbum. Ao final emenda com Any Colour You Like, um instrumental primoroso onde mais uma vez o casamento entre os teclados e a guitarra é perfeito completados por uma cozinha de dar água na boca. A próxima faixa é Brain Damage, uma homenagem a Sid Barret, fundador da banda e que se perdeu, ou se encontrou, em suas próprias fantasias após um colapso mental promovido pelo uso excessivo de drogas. O disco acaba com a apoteótica Eclipse que mais uma vez se refere a vida e finaliza com o coração pulsante do início que agora soa calmo e sereno indicando que nada terminou.

Concluindo. É um grande álbum que deve ser ouvido e apreciado com muita atenção. Escutando agora, sob uma ótica diferente, após tantas décadas, este disco soa mais brilhante e perfeito, quase cristão e na minha opinião pessoal, o melhor trabalho da banda.

Até a próxima!