sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016

Fala galera! Chegamos ao final de mais um ano e confesso que 2016 foi um ano muito louco onde aconteceu de tudo. 



Política


Tivemos o impeachment de uma presidente, prisões, corrupção, mais prisões, delações, gente sendo solta tentativas de impedir as investigações e chegamos ao último dia do ano com uma certeza: Politicamente o Brasil está podre. Não há muito o que fazer nesta área. Creio que a melhor solução é dar um reboot, trocar todo mundo. Nem esquerda, nem direita.

Esportes


Tivemos as olimpíadas. Muitos esperavam um fracasso mas tenho que reconhecer que foi uma bela festa e deu aquela pontinha de orgulho de ser brasileiro. Ainda no meio esportivo passamos pela tragédia da chapecoense. Mas a vida continua.

Cinema


As gratas surpresas ficaram por conta do ótimo Deadpool, Rogue One, Cap América 3 (Guerra Civil) e Dr. Estranho e as decepções foram Batman Vs Superman, Esquadrão Suicida e Alice Através do Espelho. Mas cinema é mesmo assim.

Música


Não escutei nada este ano, exceto o excelente EP da banda curitibana Legacy Of Kain.

Personalidades


A lista é grande e muita gente boa, deixou este mundo: Entre os principais, para mim estão: o camaleônico David Bowie, o hilário Shaolin,  o dono da voz Caubi Peixoto, o cinematográfico Hector Babenco, o cirúrgico Ivo Pitangui, o pequeno Kenny Baker (mais conhecido como R2-D2), o fantástico Gene Wilder (eterno Wonka), o músico Greg Lake e a eterna princesa Carrie Fisher.

Conclusão


Não foi um ano fácil. Muita insegurança, intolerância, violência, escândalos, desemprego, perdas e aponta para um 2017 não muito diferente. Mas temos que ser otimistas e seguir em frente afinal somos brasileiros e não desistimos tão facilmente assim.

Feliz 2017...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Modos e Estilos #013 - AC/DC - High Voltage

Sinceramente falando, eu não me lembro qual foi o primeiro álbum do AC/DC que eu comprei, mas sei, muito bem, qual foi o que me impactou mais! High Voltage! E é sobre este disco que vamos conversar.



Existem dois álbuns da banda com este título: o primeiro é o disco de estréia e foi lançado em 17 de fevereiro de 1975, somente na Austrália. Não é deste disco que vamos falar mas da versão internacional lançado em 14 de maio de 1976 e que trás faixas do primeiro High Voltage e do T.N.T (ambos lançados apenas na Austrália). Trata-se de uma compilação que mostra toda a força da jovem banda e que imediatamente cai no gosto da garotada.

Participam do trabalho: Bon Scott (vocal), Angus Young (guitarra), Malcom Young (guitarra), Mark Evans (baixo) e Phill Rudd (bateria). Com esta formação é que são gravados os três primeiros discos com distribuição internacional: High Voltage, Dirty Deeds Done Dirt Cheap e Let Ther Be Rock.

Trata-se de um álbum bastanta energético, puro rock, com riffs colantes e levadas simples. As letras são na maioria adolescentes e falam de festas, fama, mulheres, bebidas e jogatina. Não existe nenhuma pretensão de ser profundo ou conscientizador. A ordem aqui é divirta-se o mais que puder. Não há exageros, os solos de guitarra estão na medida exata, baixo e bateria cadenciados e vocal típico das bandas de hard rock. Enfim, uma banda que sabe exatamente o que está fazendo.

Músicas:


01 - It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'n' Roll) - Batida constante, riff pegajoso, gaita escocesa, refrão puro anos 70 e guitarra solo no momento certo. A música fala da difícil caminhada para se tornar um astro do rock.
02 - Rock 'N' Roll Singer - O bacana do AC/DC é a simplicidade. Riff de quatro notas, solo visceral , batida constante e o refrão grudento. Também fala sobre o mundo do Rock'n Roll. Uma delícia para os ouvidos.
03 - The Jack - Blues arrastado daqueles que mexem os músculos e os nervos. A música fala de uma partida de Poker do inciante com a experiente. O duplo sentido faz bastante sentido na música. Um clássico presente em todos os shows da banda.
04 - Live Wire - O baixo marcado e constante, numa única nota entrecortado pela guitarra que apenas toca acordes simples. Bateria entrando aos poucos e a batida cadenciada vai ganhando corpo. Música de estrada. Deve ter sido escrita em alguma interminável estrada australiana. Show de bola.
05 - T.N.T - Esta é clássica e mostra que a banda era uma fabricante de hits, desde os primeiros passos. Resumindo simplesmente explosiva para detonar seus neurônios.
06 - Can I Sit Next To You Girl - Música de adolescente que perde a garota para outro cara. Puro rock´n roll. Muito boa mesmo. A guitarra é genial e da um clima de comédia o tempo todo. Cine Pipoca.
07 - Litle Lover - Mais um blues desta vez falando de garotas e sexo. A velha história da garota que o cara se apaixona e depois "some". Música de duplo sentido com uma pegada muito boa.
08 - She´s Got Balls - Rock de qualidade pra contar a história do garoto que conhece uma mulher bem mais experiente do que ele e fica todo bobo. Muito boa a música.
09 - High Voltage - Perfeita para encerrar este álbum e deixar aquele gosto de quero mais.

Conclusão


High Voltage é daqueles álbuns de estreia que te fisgam na primeira audição. Não é a toa que os caras estão na estrada até hoje mantendo os velhos fãs e conquistando novos. Audição obrigatória e faz parte da discoteca básica do rock.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Um Conto de Natal...


Faltavam poucos dias para o Natal. A ruas da Cidade dos Portos estavam enfeitadas com milhares de luzes coloridas que piscavam ao ritmo de canções natalinas. Haviam pessoas de todas as etnias e idades que caminhavam pelas longas e largas calçadas da área comercial. Nos bares e restaurantes as músicas e as vozes misturavam-se ao som de louças e talheres. Vez por outra alguém mais exaltado pelo consumo exagerado de álcool era convidado e se acalmar ou então se retirar para o posto da guarda onde haviam leitos e atendimento médico. Centenas de olhos eletrônicos cuidavam para que nenhuma anomalia interferisse nas comemorações e no consumo de homens e mulheres que haviam trabalhado ao longo do ano e agora só desejavam se divertir.

Há algumas quadras, longe do burburinho festivo, Pietro estava em seu quarto, atrás da sede do informativo local, alheio a movimentação festiva tipica daquela época. Era um tempo difícil que não lhe trazia nenhuma esperança. Longe da família e praticamente sem amigos, sua companheira era uma seringa que usava para injetar cocaína na veia e tentar, na euforia da substância, livrar-se das amarras das lembranças passadas. Na tela do tablet, o apresentador de um programa musical anunciava vídeos de bandas cristãs. Pietro não tinha nenhum tipo de ligação religiosa mas gostava do programa por conta das músicas e não das mensagens.

Normalmente quando o programa terminava Pietro desligava o tablet e ia fazer outra coisa como: sair e ir para um bar. No entanto naquele domingo de 22 de dezembro não desligou o aparelho. Após o programa musical começou um programa de uma instituição religiosa que, ele não deu atenção. Apenas seguiu em frente em mais uma seringa. A medida que o programa transcorria começou a prestar a atenção no que a apresentadora falava e percebeu que ela falava de sua vida. Ficou impressionado pois ela mencionava detalhes de sua existência conturbada. Em dado momento ele chegou a pensar que estava tendo alucinações mas a moça na tela seguia firme. Sua atenção estava totalmente focada naquela mulher quando ela lhe fez o convite.

"Não estou te convidando a mudar de religião ou frequentar esta ou aquela igreja. Estou te propondo deixar Jesus cuidar de você e da sua vida ,deixar que Ele assuma o controle. Faça uma experiência com Cristo deixe que Ele guie seus passos!"

Quando se deu conta, Pietro estava de joelhos banhado em lágrimas repetido a frase: "Eu quero Jesus!". Pietro talvez ainda não soubesse mas havia recebido o melhor presente de Natal de sua vida.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Então é Natal... E ano novo também...

Chegamos a mais um mês de dezembro e com ele as tradicionais comemorações do Natal e as controvérsias em torno do tema.

Outro dia encontrei com uma pessoa que segue uma determinada religião que despejou um leque de argumentos contra o Natal reiterando que Jesus não nasceu em dezembro e que a data é só um comércio e que a figura mais importante é o Papai Noel que só serve para fomentar o consumo e blá, blá, blá!

A questão é a seguinte: ninguém sabe o dia do nascimento de Jesus mas isso não pode ser um empecilho para comemorarmos seu nascimento, e a tradição cristã acabou incorporando a data de 25 de dezembro para realizar esta comemoração. Então qual o problema? Vamos comemorar sim, encher nossas casas de luzes, montar um presépio, entoar canções de louvor ao nosso Deus, trocar presentes e cear com Ele lembrando que Ele veio a este mundo para dar seu corpo e seu sangue pelos nossos pecados. Pare de ficar demonizando datas e épocas pois o tempo e os dias pertencem a Deus que é Senhor de todas as coisas quer no passado, quer no presente e também no futuro.

Quanto ao Papai Noel, aproveite para contar a história de São Nicolau que foi um bispo católico extremamente devoto que abriu mão de seus bens para atender as necessidades dos pobres. Um crente fiel que foi preso por não negar sua fé em Jesus Cristo.

Vamos parar com todo este mimimi e vamos comemorar o Natal com músicas de louvor ao nosso Deus. Feliz Natal a todos e um 2017 repleto de alegrias. Para encerrar,curte ai a cançao de Natal da minha banda.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Modos & Estilos #012 - Kiss - Destroyer

Não tive muita coisa do Kiss em minha coleção mas o álbum Destroyer foi um deles. Pelo que me recordo foi o primeiro álbum do quarteto que eu adquiri. Este disco me fez curtir a banda e tem ainda uma história interessante. Na época, eu gostei tanto que comprei mais um para dar de presente a uma garota chinesa que eu namorava, só que ela não era uma apreciadora de rock. Foi engraçado ver ela tentando disfarçar a decepção ao receber o presente. Mas vamos ao que interessa.




Destroyer foi o quarto álbum de estúdio da banda e foi lançado, após o fantástico Kiss Alive, em 15 de março de 1976. Foi gravado em duas etapas: de 3 a 6 de setembro de 1975 no estúdio Eletric Lady e entre janeiro e fevereiro de 1976 no Record Plant Studio. A produção ficou a cargo de Bob Ezrin, que já havia produzido para Alice Cooper. Foi um relacionamento difícil com o gênio forte de Ezrin mas a escolha foi acertada e resultou num trabalho de extrema qualidade.

Contou com a formação clássica da banda: Paul Stanley (guitarra e vocal), Gene Simmons (baixo e vocal), Ace Frehley (guitarra solo) e Peter Criss (bateria e vocal). Estima-se que tenha vendido algo em torno de 6 e 7 milhões de cópias.



Em 2012 o álbum foi relançado com o nome de Destroyer Ressurect, contanto com a versão original do desenho da capa que é num tom mais sombrio do que a versão azul lançada em 1976. Mas vamos as músicas.

Detroit Rock City - A faixa inicia com sons que remetem a alguém que está saindo de carro, no rádio música da banda dos álbuns anteriores. Aos poucos a música vai crescendo numa levada poderosa de um hard rock da melhor qualidade. A letra é simples e fala sobre as diversões noturnas. O solo é simples, porém marcante. A batida constante da bateria mantém o clima de velocidade pelas ruas de Detroit. Encerra com uma batida de carro. Foi lançada no formato single em julho de 76. 

King of the Night Time World - Simplesmente sensacional, Riffs em cima do pedido, batida rápida num rock'n roll da melhor qualidade. Fala sobre as revoltas adolescentes em lares desconsertados. A busca da felicidade está na festa e na música onde o jovem vira rei. Ótima faixa.

God of Thunder - Vozes infantis, sons incidentais e um riff bem construído. O tema busca o lado sombrio do rock, recurso utilizado por muitas bandas mais como marketing do que por convicção. Um bom trabalho de guitarra e um vocal ameaçador.

Great Expectations - Primeira balada do álbum fala de desejos, principalmente sexuais. Os arranjos são muito bem elaborados com vocais bem equilibrados. Da uma grande guinada no ritmo do disco. Conta inclusive com um coral e orquestração.

Flaming Youth - De volta ao ritmo alucinante do álbum esta música é um hino de convocação que fala sobre a força da juventude e desafia as gerações anteriores. Musica rebelde para conquistar jovens e adolescentes.

Sweet Pain - Música média e bem feita fala de dominação e relacionamento mais baseado na força do que no amor propriamente dito.

Shout It Out Loud - Outro grande sucesso da banda. Mantem a pegada do disco, musica para dançar (na época). Um convite para deixar tudo de lado e simplesmente se divertir sem pensar mito em consequências.

Beth - Um dos maiores sucessos da banda, esta balada romântica com arranjos de piano e orquestra mostra o lado musical que estava se desenvolvendo nos garotos da banda. A letra fala da escolha pela fama que sempre acaba sacrificando relacionamentos e destruindo outros sonhos. Simplesmente sensacional.

Do You Love Me? - É a musica de encerramento. A esta altura toda a fama que os rapazes estavam conquistando traziam consigo muita gente interessada no poder da fama e não no famoso. A pergunta é: você está comigo por amor ou pelo que eu posso lhe comprar? É o preço de se tornar rico e conhecido. Excelente música.

Rock And Roll Party (untitled) - Faixa bônus, na versão original apenas uma faixa sem título. Brincadeira de estúdio com vozes sons e efeitos captações ao vivo convidando para uma festa de rock.

Conclusão


Destroyer é um disco muito bem produzido que mostra uma grande evolução musical dos membros da banda, em parte devido a produção de Bob Ezrim. É um álbum obrigatório em qualquer discoteca básica de rock. Curta ai...


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

C'est La Vie, Greg Lake...

Neste dia 8 de dezembro de 2016, o músico inglês Greg Lake faleceu aos 69 anos, após uma longa e intensa luta contra o câncer.



Greg Lake nasceu em 10 de novembro de 1947 na cidade portuária de Poole, Condado de Dorset, litoral sul da Inglaterra. Iniciou sua carreira musical em 1967 em uma banda local chamada "Teak And The Smokey" que fez bastante sucesso em Dorset e que ficou em turnê por seis meses. Depois tocou numa banda chamada "The Gods" junto com os futuros membros do "Huriah Heep". Em 1968, aceitando um convite de Robert Frip, antigo amigo de escola, fundou o King Crimson. Foi nesta banda que Greg trocou a guitarra pelo baixo.



Greg participou do álbum de estréia do King Crimson,  In the Court of the Crimson King, tocando, compondo, cantando e inclusive produzindo. A banda saiu em turnê pelos Estados Unidos junto com a banda The Nice que contava com o tecladista Keith Emerson, Após o fim desta turnê, em abril de 1970, Greg deixa o Crimson e junta-se a Keith Emerson e ao baterista Carl Palmer para formarem o "Emerson, Lake & Palmer"



Ainda em 1970, lançam o primeiro álbum da banda intitulado Emerson, Lake & Palmer. Este disco conta com o mega sucesso Lucky Man, composta por Greg Lake ainda nos tempos de escola. No ELP, Lake contribuiu com sucessos da banda como: The Sage, From the Beginning, Still... You Turn Me On, C'est la vie, I Believe in Father Christmas entre outras. Com o fim do ELP no início dos anos 80 Lake participou do Asia, do Emerson, Lake And Powell (com Cozy Powell na bateria) e lançou discos solo. 

No início dos anos 90, o ELP se reuniu novamente lançando dois álbuns:  Black Moon e In the Hot Seat. Em 1998 o grupo dissolveu-se mais uma vez.

Em 2005 Greg reaparece na cena com sua nova banda: a Greg Lake Band. Fazem uma turnê e lançam um DVD que é bem recebido pela critica e pelo público. No entanto,em 2006 o projeto é interrompido em virtude de problemas gerenciais.



Greg ainda fez participações com artistas famosos. Finalmente após uma longa batalha contra o câncer, Greg foi vencido pela doença e nos deixou em 8 de dezembro de 2016.

Seu legado ficou para as gerações futuras. Um grande músico, compositor e intérprete que fez história no rock mundial e ajudou a popularizar o rock progressivo. Nem sempre foi compreendido e chegou a ser criticado em algumas fazes. Hoje observando sua obra percebemos que Greg não estava preso a um rótulo. Adeus Greg...


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A música atual é um lixo?

Hoje eu resolvi perguntar para mim mesmo. Afinal, a música produzida atualmente é um lixo? A resposta vai depender de que tipo de música estamos falando...


Se levarmos em consideração a música de massa produzida para consumo rápido, que visa lucro e que enxerga a peça musical como um produto feito para ser consumido, esquecido e substituído, não há a menor dúvida de que mais de noventa por cento do que é produzido nas linhas de montagem da grande mídia é lixo sem conteúdo e que só serve para trilha sonora de uma sociedade burra. Mas se formos observar os novos artistas que não aparecem na grande mídia, que não tem patrocínio de grandes corporações e nem incentivos governamentais vamos descobrir que existe muita coisa boa sendo produzida e com conteúdo musical, técnico e intelectual de altíssimo nível.

Atendo-se a este segundo segmento, a resposta para a pergunta do título desta postagem é: não! A musica atual não é um lixo. Não vou nem sair do Brasil, pois existe muita coisa boa sendo produzida em solo tupiniquim. Sei que não serei justo e vou deixar muita gente boa de fora, mas fazer o quê? É a vida!

Sei que tem muita coisa boa na MPB, chorinho, samba de raiz, etc mas como bom roqueiro que sou, vou me ater a nova geração do bom e sempre novo Rock'n Roll. Neste primeiro artigo sobre a nova safra de bandas vou citar três que me impressionaram muito...

Sioux 66

Hard Rock de primeiro mundo, a banda paulista, Sioux 66 apresenta uma musicalidade fenomenal. As influências de Aerosmith, Guns e outras, do gênero, são evidentes mas com uma identidade própria e letras em português, algo raro no gênero. Formada em 2011 estão no segundo álbum com a parceria da Sony Music. Vale a pena conferir o som dos caras.



Purpura Ink

Mais uma banda de Hard Rock oitentista estilo Glam pra ninguém botar defeito com uma pegada que te apanha pelo ouvido. Este quinteto do Maranhão é simplesmente perfeito. Seu primeiro álbum, Breakin’ Chains, possui todos os elementos do estilo, com riffs grudentos, peso e solos na medida certa aliados a um vocal excelente e tudo produzido com muita dedicação e qualidade. Escute que você não vai se arrepender.

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Corazones Muertos

Para quem curte a base do punk rock, como eu, esta banda é um achado e como todo legado punk, tem uma história no mínimo inusitada. Corazones Muertos começou sua história no início dos anos 2000 na Argentina e lançou cinco álbuns. Mais de uma década depois Joe Klenner, atualmente erradicado no Brasil, resolveu reviver a banda, em 2013, com uma formação brasileira e o resultado é surpreendente. Basta dizer que os caras já tocaram como a banda do Mickey Leigh, irmão do Joey Ramone em São Paulo. O som dos caras é excelente principalmente para quem curte NY Dolls, Ramones, Hanoi Rocks, Sex Pistols, Dead Boys e Johnny Thunders And The Heartbreakers. Curte aí.

Corazones Muertos - Perfil no Facebook



Pois é, o rock nacional está muito bem servido e te garanto que tem muito mais. Aos poucos vou mostrando por aqui o que está rolando por aí. Sem esquecer que na cena underground cristã também tem muita coisa boa que logo estarei divulgando. Curte ai e vamos dar uma força pras coisas legais do nosso Brasil.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Modos & Estilos #011 - Van Halen - Van Halen

Quem me mostrou pela primeira vez o álbum de estréia da banda americana, Van Halen, foi meu amigo Hamilton. Foi um tapa na orelha, pois nunca havia escutado nada naquele nível. Estou falando do álbum homônimo da banda, lançado em fevereiro de 1978.



O Van Halen foi fundado pelos irmãos Eddie e Alex Van Halen, holandeses de nascença que migraram para os USA em 1962, ainda crianças. Desde pequenos os irmãos estudavam piano e inicialmente Eddie era baterista mas seu irmão Alex se mostrou melhor com as baquetas e Eddie foi para a guitarra.

Em 1972 fundaram uma banda chamada Mammoth que contava com Eddie Van Halen na guitarra e vocal, Alex Van Halen na bateria e Mark Stone no baixo. Em 74 Michael Anthony assume o baixo e David Lee Roth os vocais. Algum tempo depois descobriram que havia outra banda com o mesmo nome e, por sugestão de David, mudaram o nome para Van Halen, com sua formação clássica.



Em 1976 o grupo conseguiu sua primeira demo, produzida por Gene Simons do do KISS, mas houve pouco interesse das gravadoras. Mas após várias matérias elogiosas do Los Angeles Times, o produtor Ted Templeman resolveu conhecer a banda e no outono de 77 assinou um contrato com a trupe e em dezembro do mesmo ano é lançado o álbum, Van Halen, que iremos analizar a partir de agora.

O Álbum


O disco abre com a matadora Runnin' With The Devil que trata exatamente disso, de alguém que descobriu que a vida não é nada fácil e está disposto a tudo para chegar a algum lugar e por isso está correndo com o diabo. Em seguida temos o tema instrumental Eruption que mostra toda a técnica de Eddie nas seis cordas. Não se engane, ninguém tocava deste jeito naquela época e foi realmente impactante. A terceira faixa é o sucesso estrondoso You Really Got Me, dos ingleses do Kinks, faixa obrigatória nas festas de garagem e que fala daquela garota que deixa o cara perdido. Na sequencia, outro sucesso. O riff pegajosos de Ain't Talkin' 'Bout Love pega de primeira. A letra é uma conversa com alguém que está no fundo do poço. Depois temos I'm The One, rápida com outro riff contagiante é rock'n rolll da melhor qualidade a letra mostra que os caras não são nem um pouco modestos e tem plena consciência de são bons no que fazem e rola até uma capela boogie woogie muito legal. Jamie's Cryin' é letra de curtir um fora mas a música tem uma pegada muito boa. Baixo bem marcado, bateria precisa guitarra econômica e vocais bem elaborados. Mostra o lado mai pop da banda. Em seguida temos Atomic Punk com sua abertura que lembra um trem. Hard rock bem tocado que fala sobre os subterrâneos que margeiam o status quo vigente. O baixo é muito bem trabalhado e o solo é nervoso. Feel Your Love Tonight é puro sexo adolescente e sem compromisso. É a cara da banda: diversão sem preocupação. Com um pé no blues e no soul Little Dreamer da uma quebrada no ritmo alucinado com um pouco de introspecção mas sem perder o peso. O riff passeia por toda a canção, as vezes com a guitarra e outras com o baixo. Boa composição. Caminhamos para o fim com Ice Cream Man que começa com uma pegada mais rockabillye acústica que depois ganha peso. Totalmente praiana, esta "melô" do sorveteiro é realmente bem bacana de se ouvir. O trabalho fecha com On Fire, tipico som de encerramento de show com aquele gosto de quero mais. Guitarra sensacional, vocais lembram muito o hard rock dos 70s. Excelente escolha para encerrar o primeiro álbum

Conclusão


Van Halen, o álbum, é um excelente trabalho de estréia. Musicalidade e testosterona a flor da pele. Diversão o tempo todo sem nenhuma pretensão de discutir conceitos ou fazer denúncias. Ouvindo agora, as letras até soam meio bobas mas a música continua, atual e impactante. Um álbum que deve fazer parte de qualquer discoteca básica que se prese. Confira abaixo.


Você pode adquirir o álbum em MP3, CD, Vinil ou K-7 em:
https://www.amazon.com/Van-Halen-Reissue/dp/B00122IYJY/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1479862160&sr=8-2&keywords=van+halen

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Legacy Of Kain - Greta

Foi com grande entusiasmo que fui informado pelo vocalista Jason Ribeiro, sobre o lançamento do primeiro trabalho de estúdio da banda curitibana de metal, Legacy Of Kain. O LOK é formado por músicos com grande experiência na cena musical nacional. Jason Ribeiro (vocal),  Angelo Torquetto (guitarra), Karin Serri (guitarra), Leon PS (baixo) e Tiago Rodrigues (bateria) formaram um grupo que vem com uma proposta séria, de qualidade e, com certeza, duradoura. A banda debuta com um EP, gravado em outubro de 2016 nos estúdio Silent Music (Curitiba) com capa desenhada por Carlos Fides. O EP GRETA...



São apenas três músicas de um trash metal de primeiro mundo super bem produzido e que não cansa. As melodias, o peso, o vocal agressivo porém facilmente compreensível e cantado em português sem soar estranho como é comum em algumas bandas. As letras são inteligentes e profundas levando a reflexão. Mas vamos as músicas:

Não Justifica - Fala das atitudes injustificadas que temos ao longo da vida e das dificuldades em se viver na realidade caótica que nos cerca. Um chamado aos homens e mulheres de bem para estarem preparados para o que está por vir. A batida é nervosa e intercalada por momentos de reflexão. Guitarras excelentes, tudo na medida certa, sem as tradicionais fritações que muitas vezes estragam o gênero.
Tudo a Perder - Os elementos do Trash tradicional com uma levada mais moderna. Guturais no momento certo, riffs matadores. A letra fala da necessidade de nadar contra as correntes de um sistema invertido em valores onde os conscientes são vistos como os loucos.
Epiphania - Mais uma música que nos leva a querer lutar e reagir, mostrando as nossas misérias e as necessidades de se formar uma nova geração mais consciente. 

Greta é um EP que nos deixa com vontade de ouvir mais. Bacana a evolução musical dos caras que com o amadurecimento sabem dosar as técnicas. Enfim, um álbum para escutar e re-escutar inúmeras vezes.

A banda disponibilizou o download gratuito no endereço abaixo:


Curta também o Lyric Vídeo de Não Justifica


Modos & Estilos #10 - The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced

Se compararmos as performances de Jimi Hendrix, na guitarra, com as técnicas atuais vamos dizer que ele era um bom guitarrista, mas se viajarmos no tempo e formos para os anos 60 quando nenhuma dessas técnicas haviam sido criadas veremos que ele era um alienígena. Johnny Allen Hendrix, nome de nascimento posteriormente mudado para James Marshall Hendrix, nasceu em Seatlle em 27 de novembro de 1942. Em 1966 foi para a Inglaterra através do empresário e músico  Chas Chandler que o ajudou a formar o The Jimi Hendrix Experience que contava com o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell.



A banda lançou três álbuns de estúdio que mostram um amadurecimento musical impressionante que infelizmente não durou muito tempo, por conta de desavenças pessoais entre os músicos. Dos três álbuns vou me ater ao primeiro não por ser o melhor dos três mas pelo impacto que causou na época com suas faixar inspiradores e inovadoras. O lendário Are You Experienced



Are You Experienced, mistura baladas, psicodelia e blues tradicional numa receita eletrizante que só não chegou ao número um das paradas por conta do fantástico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. É considerado por vários especialistas, o melhor álbum de estréia de todos os tempos, e foi eleito o quinto álbum mais importante da era do rock. Foram lançadas duas versões do álbum. Uma inglesa e outra americana ambas com 11 faixas. Na versão inglesa ficaram de fora as canções Purple Haze, Hey Joe e The Winds Cries Mary lançadas na forma de singles. Posteriormente as versões foram relançadas com as faixas faltantes incluídas como bônus e em 2010 foi feita uma versão remasterizada com 17 faixas.

Independente das versões, Are You Experienced é um álbum simplesmente arrebatador que mostra o que é possível quando se juntam mentes brilhantes. As experiências de estúdio de Jimi com amps, pedais e efeitos de edição o baixo bem trabalhado de Redding e a bateria energética de Mitchell nos levam a uma experiência sonora sem precedentes. Mesmo hoje, quase cinquenta anos após seu lançamento este disco mexe com os sentidos e ainda soa de vanguarda.

Versão inglesa

  1. Foxy Lady
  2. Manic Depression
  3. Red House
  4. Can You See Me
  5. Love Or Confusion
  6. I Don't Live Today
  7. May This Be Love
  8. Fire
  9. Third Stone From The Sun
  10. Remember
  11. Are You Experienced?

Versão americana

  1. Purple Haze
  2. Manic Depression
  3. Hey Joe (Billy Roberts)
  4. Love Or Confusion
  5. May This Be Love
  6. I Don't Live Today
  7. The Wind Cries Mary
  8. Fire
  9. Third Stone From The Sun
  10. Foxy Lady
  11. Are You Experienced?

Ouvindo

Para uma análise vou descrever a versão remasterizada com suas 17 faixas

Purple Haze - É o hino da psicodelia e das viagens de ácido e as experiências sensoriais provocadas pelos alucinógenos. Seu riff marcado com a bateria seca no início é como um martelo batendo dentro do cérebro do ouvinte. O vocal tem um tom de desespero pela insegurança entre a realidade e o mundo proporcionado pelas substâncias.
Manic Depression - Fala de relacionamento conturbado e do amor pela música. A pegada é acelerada com uma bateria alucinada que não para nunca. Já se ouvem as microfonias e os solos rápidos que marcam.
Hey Joe - Um clássico que conta a história de um homem traído que atira na mulher adúltera e foje para escapar da lei. A canção é do músico americano Billy Roberts. Ficou imortalizada na versão de Hendrix. Uma balada que contagia.
Love Or Confusion - Mais uma história de relacionamento. O trabalho da bateria é marcante. A guitarra é nervosa e transmite bem o clima de confusão que a letra fala.
May This Be love - É uma das minhas preferidas. Um clima de calma abientado na onda de psicodelia que permeava a música produzida nesta época. O trabalho de estúdio é muito bacana com os sons passeando de um canal para outro. Sensacional.
I Don't Live Today - Mais uma peça que mostra muita angústia de alguém que não está totalmente certo do que procura. O riff é marcante e qundo não é feito pela guitarra é continuado pelo baixo. O final é bem caótico.
The Wind Cries Mary - Blues arrastado que parece tocado em um bar. Uma peça de extrema beleza. Só ouvindo mesmo. Tem muitas referências de Stones e Dylan.
Fire - Mais uma música sobre garotas. Rock'n Roll da melhor qualidade com os elementos que marcam o estilo.
Third Stone From The Sun - Um belo exemplo de psicodelia Sci-Fi com toques jazzisticos mostrando a vasta escola musical. Baixo firme, bateria bem trabalhada, efeitos de estúdio, uma música mágica.
Foxy Lady - Mais um música feita para alguém especial. Realmente o cara gostava de garotas. O clima da canção é bem sugestivo e é um dos clássicos de Jimi. Peso e swing numa mesma música na medida exata.
Are You Experienced? - Mais uma psicodelia lisérgica e bem explícita cheia de experimentos de estúdio solos caóticos e uma levada hipnotizante.
Stone Free - Um dos singles que entrou como extra na versão remasterizada. As drogas são evidentes e tentam explicar toda a rebeldia de alguém que no fundo se sente prisioneiro. Lembra os Mods a lá TheWho.
51st Anniversary - Segue a mesma linha musical de Stone Free mas fala de relacionamentos familiares, casamentos bem sucedidos e mal acabados. Aliás família parece ser um drama recorrente na vida de Jimi.
Highway Chile - Rock'n Roll misturado com R&B contando a história de um andarilho que sai com sua guitarra vagando pelo mundo vivendo aventuras e desventuras. Muito boa de ouvir e curtir!
Can You See Me - Outra a lá The Who focada na necessidade de companhia feminina. Mais uma vez o baixo e a bateria dão toda a energia necessária para as seis cordas de Hendrix.
Remember - A letra é um pedido para que a garota perdida se lembre de como era legal estarem juntos. Rock na veia e no coração.
Red House - Não há o que falar de Red House, Blues arrastado de quem foi abandonado pela garota. Guitarra trabalhando o tempo todo que influenciou muita banda famosa por aí. Sensacional!

Não resta dúvida de que este álbum é um marco na história da música mundial. Revolucionário tanto nos conceitos musicais como nas técnicas e manipulação de estúdio. Inovador em todos os sentidos. E mesmo após meio século ainda surpreende e nos faz entender a genialidade destes três músicos. Pena que as drogas tenham interrompido a produção musical deste mito chamado Jimi Hendrix.

Ta esperando o que? Ouça logo!

sábado, 5 de novembro de 2016

O Projeto Divino e Sua Lógica

Eu tenho uma pessoa muito próxima de mim que se tornou ateu de uns tempos para cá. Confesso que não estou muito preocupado pois seus argumentos são muito frágeis e inconsistentes e seguem uma linha similar aos que eu utilizava em minha fase ateísta. Aquelas perguntas tradicionais do tipo: Se Deus é bom, porque as pessoas sofrem? Se Ele é poderoso, porque não salva todo mundo. Porque Ele permite o mal? Além das afirmações costumeiras, como: É injusto pessoas irem para o inferno. Isso não é cientificamente comprovado. Etc, etc, etc.... Mas não é sobre isso que eu quero falar. Esta introdução é apenas para explicar que eu fiquei meditando neste cabedal de motivos e motivações usados para justificar a descrença do indivíduo citado e cheguei a uma conclusão. Trata-se de uma visão pessoal, que eu quero compartilhar com o intuito de enriquecê-la e aprimorá-la através das opiniões de mentes mais bem preparadas do que a minha.

Em primeiro lugar devemos entender que Deus é Rei! Esta afirmativa nos descortina uma série de constatações, um tanto óbvias, mas que muitas vezes não levamos em consideração. Bom! Se Deus é Rei então Ele reina e se Ele reina é porque existe um Reino onde Ele reina. E preciso entender que existe uma diferença entre o que é reino e o que não é reino. Deus é sobreano e a sua presença, ciência e poder não encontra limites ou barreiras temporais, materiais ou espirituais. Mesmo seus inimigos mais confessos como, Satanás e seus seguidores, ainda que se oponham a vontade de Deus, estão sujeitos à sua soberania. Já o Reino nos leva a pensar em um lugar ou condição onde esta soberania é exercida mediante o prazer em fazer a Sua vontade, onde os súditos o são por opção e alegria.

Quando Jesus afirma em João 18.36 que Seu reino não é deste mundo, Ele não está dizendo que não possui poder. O que ele nos faz entender é que neste mundo, que jaz no maligno, a vontade do Pai não é executada de modo a manifestar o reino. Mas o que é preciso para fazer parte deste reino? No Evangelho escrito por Mateus, este conta-nos que Jesus ao fazer seu famoso sermão da montanha (ou do monte) aponta duas característica que levam as pessoas a obterem este reino. Em Mt 5.3 Jesus fala dos pobres de espírito e no versículo 10 ele também se refere aos perseguidos por causa da justiça e mais: ele afirma que o Reino dos Céus é destas pessoas.

Isto me levou a pensar que Deus está fazendo uma seleção de pessoas capacitadas, por Ele, para possuírem o reino e os requisitos são: pobreza de espírito e justiça. Existem muitos estudos a respeito do significado de pobreza de espírito mas em resumo significa uma pessoa que tem a consciência da sua impotência e da sua total dependência de Deus. Um bom exemplo é do Rei Davi. Tudo o que Davi realizava de grandioso atribuía a Deus e tudo o que fazia de errado atribuía a si mesmo. Trata-se daquele que se propõe a não viver mais o seu próprio eu e submete-se a plena vontade de Deus. Paulo nos ensina este principio em Gálatas 2.20 quando escreve: "vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim". Esta atitude de submissão conduz a prática da justiça que invariavelmente produzirá a perseguição. É este o tipo de pessoa que já faz parte do Reino e pode manifestá-lo aqui neste mundo.

Confesso que isto me preocupa. Pois as conveniências do dia-a-dia nos transformam em não praticantes da justiça divina e a meritocracia imposta em nossas mentes nos tornam presunçosos ricos de soberba nos afastando mais e mais do Reino de Deus! Precisamos rever nossos conceitos!



sábado, 22 de outubro de 2016

Experimentar é preciso!

Experimento Holy Factor - Logo Oficial

Minha escola musical começa lá nos anos 70 com muito Pink Floyd, Deep Purple e Led Zeppelin. Depois foram vindo outras bandas como: Uriah Heep, Focus, Emerson Lake Palmer, Yes, Triumvirat, Supertramp, Mutantes, etc. Muita coisa mesmo complementada com rock nacional, MPB, chorinho e por ai vai. Nos anos oitenta veio a fase punk que me levou a tocar.

Montamos as bandas Maus Elementos (Punk Rock) e Paz Armada (Hardcore Oldschool), ainda passei pelo Resistência Nacional (Oi) e O Corte (Pós Punk).

No final dos anos noventa descobri a beleza que existe no Evangelho de Jesus. Através do cristianismo comecei a tocar em grupos de louvor até que em 2002 montamos o CHC (Punk Rock) e em 2010 o Safra Vintage (Hard Rock) em 2013 veio o Holy Factor (Punk Rock) que foi a realização de um sonho que resultou em um Álbum e um EP digitais e a participação em três coletâneas, sendo uma delas internacional, pela Thumper Punk Records da Califórnia.

Com o crescimento da cena Underground cristã e do Punk Cristão poderia continuar na mesma linha com a certeza de mais participações em coletâneas e, quem sabe, um álbum físico. No entanto, devido as muitas influências musicais veio a vontade de fazer um trabalho mais diversificado sem estar atrelado a um rótulo.

Por essa razão o Holy Factor agora se chama Experimento Holy Factor assumiu uma nova identidade visual e está preparando um novo material com novas canções e releitura de algumas antigas.

Confira nos vídeos abaixo um trecho do que estamos preparando...




terça-feira, 24 de maio de 2016

Modos & Estilos #09 - Kansas - Kansas

Escolher um álbum da banda americana de rock progressivo, Kansas, não é uma tarefa das mais fáceis. Por isso resolvi me ater aos álbuns lançados na década de 70. Mesmo assim não foi tão simples quanto eu supunha, por isso escolhi o álbum homônimo que marcou a estréia da banda, lançado em 1974.

O grupo foi formado em 1970 mas sofreu algumas mudanças até chegar a formação do álbum de estréia, com: Phil Ehart – bateria e percussão; Dave Hope – baixo e vocal; Kerry Livgren – guitarra, teclados e vocal; Robby Steinhardt – violino e vocal; Steve Walsh – teclados, percussão e vocal e Rich Williams – guitarra.

O álbum de estréia foi gravado no Record Plant Studios, de Nova York, em 1973 e lançado em março de 1974. Produzido por Wally Gold, chegou as lojas pelos selos Kirshner - Legacy/Epic.

Suas oito faixas fazem um passeio por um prog rock da melhor qualidade unido a elementos do folk e do hard. Deste disco ainda foram lançados dois singles com as músicas: Can I Tell You em 74 e Bringing It Back em 75. As músicas foram compostas, na maioria, por Livgren e Walsh sendo que as canções de Livgren são mais longas, mais elaboradas e repletas de misticismo.

Enfim, trata-se de uma compilação que não pode faltar em nenhuma discoteca digna de respeito. O trabalho foi relançado em CD em 2004 com uma faixa bônus (Bringing It Back) gravada ao vivo e relançado em vinil em 2014. O Kansas é uma banda que emplacou grandes sucessos ao longo de sua carreira e que influenciou muitos grupos. Vale a pena a audição deste trabalho assim como de toda a discografia do grupo.

Ouça o álbum no Spotfy clicando no Link abaixo:
https://open.spotify.com/album/5DwyFzATQVpvXqG4HXaJMj


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Colocando Deus de Lado

Estava escutando algumas músicas evangélicas dessas cantoras e cantores famosos no meio, e como de costume fiquei prestando atenção nas letras das canções. Sem nenhum medo de errar, 90% do que escutei foram coisas do tipo: "eu posso...", "eu vou",  "eu derrubo", "eu quero", "a vitória", "o inimigo", "quero a unção de Davi", "vou derrubar o gigante", "vou ser reconhecido", "você vai passar por cima", "você vai vencer", "você é vencedor", "você pode" e por aí vai... Isto é apenas uma amostra, pois a lista é interminável.

Não estou dizendo que estas afirmações não acontecem na vida do servo de Deus, pois creio num Deus Onipotente para qual não existe impossível. A minha crítica aqui a para a centralidade das mensagens. O foco principal da maioria das letras é sempre o homem e as realizações pessoais. Mesmo quando há uma aura de espiritualidade é para conseguir uma unção divina que propicie uma realização humana.

Deus deixa de ser o centro da adoração e passa a exercer a mera função de um gênio saído das mil e uma noites para realizar nossos desejos, como um garoto de recados a disposição dos desejosos. Mas quais as implicações dessa prática.

Existem inúmeros malefícios que podem surgir desta tendência, mas talvez, o mais sério, a transferência do objetivo da adoração. Dentro do pensamento cristão, somente Deus na sua manifestação trina é digno de ser adorado. Qualquer desvio desta linha mestra transforma adoração em idolatria. Sei que é uma afirmação forte mas não há como negar que a origem de ações que tiram Deus da sua posição principal e o colocam como coadjuvante, ainda que o exaltem, não tem base na divindade e sim na oposição a mesma. Em resumo: são manifestações humanistas que colocam o homem no centro do universo que podem ter inspiração na soberba do homem ou pior, no maligno.

Canções de auto-ajuda, com mensagens sociais e políticas, músicas românticas não são erradas e nem se constituem em pecado. Não há nenhum problema em escutá-las fora do ambiente do culto e consciente de que não possuem conteúdo teológico voltado ao serviço cristão. O grande entrave é quando estas peças musicais são utilizadas nos cultos levando as fiéis a deixarem de adorar a Deus.

Temos que ter um cuidado extremo ao escolher as músicas que serão utilizadas durante o culto. Elas devem ser de: louvor e adoração. Devem exaltar a Deus acima de tudo. O culto não é o lugar para solucionar problemas pessoais. A bíblia já define um lugar para isso. É o seu quarto!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A Tampa e a Panela

Existe um adágio popular que diz que, para cada panela existe uma tampa única e específica. Particularmente nunca acreditei nisso pois entendo, que num mundo com sete bilhões de panelas e tampas, existem muitas tampas que cabem em muitas panelas, ou seja, não existe, na minha concepção, uma pessoa única, preparada para outra pessoa igualmente única. Resumindo, para cada indivíduo, em sua existência singular, existe uma infinidade de outros tantos semelhantes que possuem o potencial, incontestável, de se tornar um parceiro ideal do primeiro. Mas voltemos as panelas.

Quando você compra uma nova para a sua cozinha, qualquer tampa do mesmo modelo irá se encaixar com perfeição e até mesmo tampas de outras panelas poderão servir. Mas com o tempo, os esbarrões, as quedas, as dilatações e contrações provocadas pelas mudanças de temperatura e o desgaste promovido pelo tempo e pelo uso farão com que aquela panela já não se adapte a nenhuma tampa que não seja a original.

Este fenômeno também se dá no campo das relações humanas, principalmente nas relações conjugais, onde o nível de cumplicidade e intimidade é muito maior. É lógico que me refiro a relações onde o amor se faz presente e guia a união. O tempo cria marcas e imperfeições que são únicas em uma parceria afetiva desta magnitude, produzindo uma conectividade ímpar que não pode ser reproduzida, na mesma intensidade, se houver a troca de um dos envolvidos. O tempo nos leva a desvendar cada vez melhor o outro.

Quando vejo casamentos se desfazendo com poucos anos e alguns até mesmo em meses, percebo que não houve tempo suficiente para criar um cenário relacional favorável onde a paixão, o amor, o afeto, a amizade, o companheirismo e tantos outros sentimentos, formam um entrelaçamento firme e homogêneo  criando uma espécie de cola que faz com que dois indivíduos sejam um, cumprindo o desígnio divino de serem; homem e mulher, uma só carne. Pense nisso. O tempo transforma o comum em único e faz com que nenhuma tampa se encaixe em sua panela com tanta perfeição quanto aquela.

quinta-feira, 24 de março de 2016

A Catarse Vermelha

Imagine, por um momento, que uma guerra civil teve início, aqui em nossa pátria, mãe gentil! Brasileiros contra brasileiros. Irmãos de nacionalidade separados por um abismo ideológico

De um lado a galera que quer trabalhar, estudar, construir, sair com os amigos, pegar uma praia, ir ao cinema, passear no shopping, ir a igreja, investir em seus projetos pessoais, que não está a fim de confusão mas sente no bolso o peso de uma economia mal administrada que está sugando seu poder de compra e que pensa, seriamente em não fazer nada nesta páscoa porque o chocolate está mais caro que o ouro. A típica galera da paz que quer curtir a vida e colher os frutos do seu esforço e investimento, que paga impostos, taxas, alíquotas, encargos. Um grupo que engorda todas as estatísticas. É o que mais investe,  mesmo que compulsoriamente, é o que mais perde tanto na pesada carga tributária quanto pela violência generalizada que faz crescer a cada dia o número dos chamados fora da lei. Uma galera da paz, que foi a primeira a apoiar o desarmamento e se desarmou por crer que a paz é possível. Que mesmo na dificuldade ajuda Ongs, entidades, faz trabalho voluntário, investe na carreira, curte o mundo virtual e que, num país com oito mil quilômetros de faixa litorânea, prefere ir a praia do que ir a guerra. Gente como eu e você. Mas, e o outro lado?

Do outro lado temos uma multidão significante de homens e mulheres desprovidos de recursos e mantidos num limiar entre continuar sofrendo ou ter uma vida um pouco melhor. Gente como eu e você, que gosta de se divertir com os amigos, tomar uns goles, jogar bola, passear na cidade com as crianças e tomar um sorvete na praça, conhecer o mar e no fim de semana bailar num clube dançante até o sol raiar. Gente que frequenta a missa, o culto, a procissão, que perece na fila do SUS, que já passou muita fome e não quer passar mais. Que deseja ver seus filhos vencendo na vida e construindo um futuro melhor que o seu. Brasileiros que querem viver como vivem os outros brasileiros.

Mas se eles querem viver como os outros, porque iriam querer uma guerra? E aí que a porca torce o rabo! Não são eles que querem. Eles foram convencidos de que o primeiro grupo é o grupo dos maus que os deixou nesta situação, foram doutrinados a crer que o governo que esta aí é uma espécie de messias que irá tirá-los da pobreza e da fome mas que os maus não querem deixar e agora estão tentando derrubar o governo e lhes deixar novamente na miséria. Embriagados pela possibilidade de viver bem e o medo de preder as migalhas que caem da mesa de seus donos, estão sendo induzidos a defender com unhas, dentes e foices os seus senhores como o cão que defende seu proprietário. Na verdade se dependesse deles, não haveria conflito, mas foram condicionados por elementos infiltrados em posições estratégicas que tem controle sobre pequenos grupos que arrastam os outros.

É uma estratégia maligna e cruel mas que produz os resultados esperados. Tudo o que este governo quer agora, é um enfrentamento sangrento e um mártir da causa para servir de estopim para uma tomada de poder mais radical ainda. Não estão brincando e não tem nenhuma pretensão de deixar o poder. Para enfrentá-los temos que ser mais inteligentes e antecipar suas ações, sem enfrentamento direto mas expondo suas reais intenções e minando sua credibilidade através das contradições que eles mesmos produzem. Não temos armas mas temos cérebros. Não temos foices e nem martelos mas temos nossa honra, nossos teclados, nossas câmeras. Não pense que não sabemos utilizar nosso arsenal, pois enquanto eles tramam e organizam invasões nós estamos observando e absorvendo. Lógico que isso é apenas uma hipótese mas é bom ficar alerta!

terça-feira, 22 de março de 2016

Cansei de Ser um Número


Paulo acordou iluminado naquela segunda-feira. Já nos primeiros raios de sol que invadiram o pequeno quarto de hotel onde morava, levantou e começou a procurar papeis e documentos. Separou tudo em cima da cama, ainda por arrumar. Cada contrato, contas a pagar, identidade, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, documento do carro, cartão de banco, crachá da empresa, tudo continha um número de identificação. Esta avalanche aritmética rapidamente passou da constatação ao espanto e deste para um, até então, inexplicável desespero. Paulo entendeu que, para o sistema que faz a gestão da sociedade, não existem pessoas, indivíduos ou particularidades. Tudo e todos são resumidos a coleções de algarismos, um após o outro em sequências intermináveis.

Perturbado com sua descoberta acidental, Paulo resolveu falar com Elga, amiga de longa data, que sempre esteve ao seu lado nesses momentos críticos. Efetuou a ligação e do outro lado, uma voz mecânica informou que o número chamado estava indisponível naquele momento. Nunca havia se dado conta de que todos seus contatos eram números em uma agenda. Instantaneamente tudo a sua volta começou a mostrar seus números. Medidas, preços, idades, peso, volume, datas e tantos outros, impossíveis de contabilizar.

Chegou a conclusão que se permanecesse em seu quarto, em poucos minutos enlouqueceria. Resolveu sair. Desceu os 22 degraus da escada que dava acesso ao saguão do hotel. Deixou a chave do seu quarto, número 111 e saiu. Andou até o número 248 onde uma lanchonete 24 horas orgulhava-se de estar completando 50 anos. Pediu 1 pastel de carne e 1 suco de laranja. O atendente lhe perguntou se queria o de 300ml ou 500ml. Pediu o de quinhentos. Enquanto comia assistiu ao noticiário do canal 28 que dava a noticia de 5 mortos em acidente na BR 273. Olhou o relógio que marcava 7 horas e 15 minutos. Pagou a despesa de 10 reais e 40 centavos e saiu em direção do ponto de ônibus que distava 200 metros dali.

No ponto uma placa indicava os números das 21 linhas que passavam naquele itinerário, Quando viu o ônibus 455, fez sinal, entrou e pagou os 3 reais e 30 centavos da passagem. Foi até o fundo do veículo e ocupou 1 dos 5 lugares vazios do total de 21 lugares.

Foi ainda dentro do ônibus que Paulo teve os primeiros sintomas da desconexão. Sua visão começo a embaralhar e as imagens a sua volta que até então sempre haviam refletido aquilo que ele considerava como a realidade, começaram a se transformar em sequencias numéricas. Não era permanente, as imagens iam e vinham como uma tela com mau contato. Paulo começou a sentir medo. Esfregava os olhos como que tentando limpar a visão mas o efeito não passava. Os outros passageiros começaram a perceber sua inquietação. Alguns ficavam observando enquanto outros, meio assustados, iam para a parte da frente do veículo.

Atordoado com aquilo resolveu descer no próximo ponto. Ao descer, sem muita certeza de onde realmente estava, uma mão suave segurou seu braço puxando-o para um edifício de escritórios logo a frente. Enquanto o conduzia, a jovem que parecia ter saído de um anime, lhe perguntou:
- Você está vendo os números?
- Estou. O que está acontecendo?
- Não há tempo agora, logo você vai entender. Rápido, eles estão perto.
- Eles quem? 
- Não dá pra explicar agora, venha logo!
Subiram dois lances de escada e passaram por dois bêbados que gritaram com a euforia do álcool:
- Vai corintiano....
Chegaram numa porta com o número 122 onde um telefone tocava insistentemente.
- Atenda o telefone - Disse a jovem.
- O que!
- Atenda logo esse telefone.
Paulo retirou o aparelho do gancho e mal teve tempo de dizer alô.

Com um rápido clarão ele desapareceu da pequena sala. A garota anime colocou o fone no gancho e apos 2 segundos. ele tocou novamente e ela atendeu e sumiu da mesmo forma que Paulo. Praticamente no mesmo instante, dois homens vestindo ternos impecavelmente bem feitos entraram na sala. Um deles correu até o aparelho mas ouviu apenas o sinal de ocupado indicando que a conexão fora interrompida. Ele desferiu um golpe sobre a mesa e proferiu alguns insultos. Enquanto isso o outro homem de pé em frente a porta conversava por rádio dizia aos seus superiores:
- Não! Não chegamos a tempo e o programa foi desconectado. Perdemos este!

sábado, 19 de março de 2016

Somos Todos Haters

Você já parou para pensar que, uma boa parte do que possuímos não serve para nada. Por exemplo: aqui em casa somos três pessoas e tem doze copos no armário. Inevitavelmente, os copos vão sendo utilizados até não ter mais nenhum no armário e nessa mesma pegada vão os pratos, canecas, talheres, panelas, etc.

Esta prática endêmica de acumular coisas se espalha em todos os aspectos da nossa vida. Roupas, calçados, celulares, bugigangas de todas as espécies e formatos, que nunca, ou quase nunca, são utilizados e tomam o lugar daquilo que realmente poderia ser relevante. Isto sem falar daquelas tralhas que ficam juntando pó nos sótãos, porões, quartinhos da bagunça e caixas de papelão.

Já comentei em outra postagem mas vou falar de novo. O ser humano tem apenas cinco necessidades básicas para viver, e todas começam com a letra A: Água, Ar, Alimento, Agasalho e Abrigo. O problema é que poluímos o ar, engarrafamos a água, modicamos o alimento, colocamos etiquetas no agasalho e entregamos nossos abrigos nas mãos das empreiteiras. Somados as essas necessidades, suficientes para viver e seguir em frente, temos mais duas que nos completam como seres humanos. É o Amor e Afeto. Mas mesmo essas conseguimos desvirtuar de sua vocação inicial. Erotizamos o amor reduzindo-o a categoria de mero e momentâneo prazer e virtualizamos os afetos em coleções de "amigos" nas redes sociais. Nisso também nos tornamos acumuladores.

Quantos amigos você tem no seu Facebook? Agora vamos rever este número. Destes tantos, quantos são realmente seus amigos? Não estou aqui pregando que devemos descartar pessoas, mas pense quantas destas pessoas são apenas um número em sua coleção de fotos de perfis. E quantas dessas fotos retratam a realidade, sem retoques, sem máscaras, sem Photoshop?

Precisamos, urgentemente, reavaliar nossos conceitos para não morrermos asfixiados por esta montanha de inutilidades e futilidades que nos fazem lutar desesperadamente pela última novidade, pelo like, pelo compartilhamento. Alcançamos uma sociedade onde tudo está interligado mas quase nada está relacionado. Estamos apagando, mais e mais, a cada dia, a única chama que precisa estar acesa em nossas vidas: o amor. Estamos todos nos tornando Haters.

sexta-feira, 18 de março de 2016

E Ainda Tem Quem Goste!

Em meio a incontáveis manifestações contra o atual governo brasileiro, em virtude do quadro que se descortina diante de nossos olhos, revelando tantas irregularidades que fica difícil nominar e contabilizar, encontramos também, manifestações a favor do governo, da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, o PT. Aparentemente, não há nada de errado em se defender ideias e ideais e tomar partido de um determinado grupo por não concordar com as afirmações e métodos dos demais. A pluralidade pensamentos é algo salutar para o desenvolvimento de uma sociedade e, com certeza, um dos alicerces para construção de uma democracia solida e bem estruturada.

Mas o que me chamou a atenção foi um simples detalhe: um desses atos aconteceu na PUC-SP, onde juristas, artistas e intelectuais de esquerda fizeram um manifesto de repúdio a Operação Lava-Jato, por conta do vazamento das gravações de conversas do ex-presidente Lula, além das tradicionais críticas a elite branca. Mas vamos aos fatos: Juristas e Artistas também são uma elite. A PUC não é para classes desfavorecidas. Independente do vazamento os fatos indicam uma manobra para escapar da justiça. É impressionante como estes "intelectuais" ignoram os fatos e distorcem as informações para minar o pensamento das pessoas. Ou fazem isso por serem muito ingênuos ou porque são coniventes com a corrupção instalada no governo.

Não interessa se é o Lula, o Aécio ou seja lá quem for. Sendo culpado deve ser punido. Quer um exemplo: Eu torço pelo Fluminense (e me orgulho disso) mas se alguém roubar minha casa, ele não será menos ladrão se também for torcedor do meu Tricolor. Esta militância do PT age de maneira cega e indiferente as opiniões contrárias. Criam uma guerra de classes para promover a desordem e o caos dividindo a nação em grupos. Tratam os demais cidadão como se fossem de segunda classe, sem nenhum respeito e geralmente com um linguajar de baixo nível que só pode ser pela influência do seu líder maior. Se dizem de vanguarda mas querem voltar no tempo para implantar na Nação Brasileira um sistema falido e que não trás resultados duradouros. Tentam encobrir fatos para proteger seus comparsas mesmo que estes sejam culpados.

Não da mais. As pessoas de bem desse país tem que dar um basta nesta situação. Sei que a corrupção não foi inventada pelo PT mas através deste partido mafioso e quadrilheiro ela chegou num patamar além da lógica (se é que existe uma) e compreensão humana. Temo que uma revolução possa acontecer em nosso Brasil, mas entendo que se este for o único modo de fazer uma faxina moral em nossa pátria então que seja.

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Liturgia Circense - Complemento #1

Recentemente, publiquei no meu canal no Youtube, um vídeo sobre o que vem acontecendo em nossas igrejas evangélicas, onde destaquei as aberrações e palhaçadas protagonizadas por "líderes" sem preparo e sem conhecimento bíblico, que servem apenas para entreter e emocionar os pagantes. Não estou falando apenas das grandes abominações (denominações), mas das pequenas e penso que estas são as piores.

Hoje, qualquer um que não concorde com seus líderes abre uma birosca gospel em uma esquina qualquer. Pessoas sem o menor preparo teológico e intelectual que já aprenderam de forma equivocada e vão acrescentando equívocos em cima de heresias e criando doutrinas absurdas e sem respaldo bíblico. Por conta disso, vemos e até rimos com as cenas grotescas encenadas nos espetáculos que ousam chamar de culto. Mas a minha preocupação é outra. Bem outra!

Quando eu me deparo com esta decadência religiosa que presenciamos na "igreja" brasileira, a primeira questão que me vem a mente é: e nós que julgamos conhecer o Evangelho de Jesus, o que estamos fazendo para reverter, ou pelo menos minimizar, os efeitos deste estado de coisas? Pior ainda! O que eu estou fazendo? Sinto que é urgente unir forças com crentes fiéis a Palavra, para difundi-la sem distorções ideológicas que visam apenas justificar heresias. Não podemos e não devemos ficar alheios a este evangelho ostentação tomado por lobos famintos. Precisamos agir. Seja escrevendo, ou indo as ruas. Buscando os prisioneiros. Não é uma empreitada fácil mas é necessária.

Um dos grandes entraves é que hoje temos uma dupla tarefa na evangelização. Pois se no passado nossos objetivos eram libertar os cativos das correntes do engano, hoje temos ainda que livrar os sedentos das fontes contaminadas. Não há mais tempo para brincadeiras. O quadro que se desenha, em todos os âmbitos da vida humana, aponta para um futuro difícil. Se estas pessoas continuarem se alimentando desta imitação barata de pão, que não sustenta o espírito, a maioria não irá suportar e declinará da fé. E aí? Vamos nessa?!

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Se você não assistiu o vídeo que deu origem a este artigo. Aproveite para fazer isto agora e deixe a sua opinião sobre o assunto. Segue  vídeo:




quarta-feira, 16 de março de 2016

Será que Temos uma Revolução a Caminho?

Vamos deixar de lado as teorias e vamos aos fatos. É óbvio que este convite para o (ex)presidente Lula se tornar Ministro é uma manobra com dois objetivos primários a saber: Evitar uma possível prisão por conta das investigações que seguem e dar autonomia para que o Lula tenha poderes de negociar impedimentos para o prosseguimento das investigações e utilizar a máquina estatal no sentido de prover algum tipo de esmola para conter os ânimos das populações mais necessitadas e trazer apoio político para o PT. Isto é o óbvio! Mas o que realmente está nos bastidores deste grande circo.

Muita gente se pergunta como o Planalto pode ter tomado esta atitude descabida mesmo sabendo que a opinião pública não iria engolir a trama? Só existem duas explicações plausíveis, no meu entendimento. Ou o PT e sua turma estão desesperados, atirando para todos os lados tentando acertar no escuro ou os movimentos estão sendo milimetricamente pensados. Eu tendo a crer mais na segunda opção. Mas porque?

O PT do Lula planejou chegar ao poder por muito tempo, começou humilde, perdeu eleições, conquistou intelectuais e marqueteiros e foi construindo uma escada par o planalto, não para governar 20 anos mas para se perpetuar no Poder e Lula vir a ser o novo Castro da América Latina. O Partido dos que comandam os Trabalhadores sabe que está causando revolta e que o país caminha para um desfecho drástico, pois, ou haverá um êxodo em massa para fora do país ou chegaremos a uma guerra civil. O PT sabe que numa possível revolução armada é bem provável que as forças militares se posicionem contra o governo. Não é de espantar que ao longo destes anos, Exército, Marinha e Aeronáutica vem sendo sucateados, a população foi desarmada e o PT possui um exército campesino reforçado por guerrilheiros, militares cubanos, haitianos e pelo narcotráfico sempre numa boa sem medo da polícia. Mas essa não é a arma fatal.

O partido da estrela vermelha seguiu a cartiha e criou uma guerra de classes para fragmentar a população. Seus devotos estão sempre dando ênfase em questões raciais, sociais, econômicas, religiosas e etc. Com isso promovem uma desestruturação que enfraquece a população para quando mostrarem as garras só restem o medo e a tomada definitiva de poder aconteça de forma rápida e definitiva. Eles não apenas disseminam a ideia de um golpe como estão fabricando o golpe e o contra-golpe. Eu espero estar completamente errado nesta análise pois se isso acontecer não vejo luz no fim do túnel!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Modos & Estilos #08 - Triumvirat - Illusions on a Double Dimple


A trilha sonora da minha adolescência é um caleidoscópio de ritmos e estilos. Alguns foram se destacando nas minhas preferências e o Rock Progressivo foi um deles. Entre os muitos artistas que eu ouvi incansavelmente quero destacar a banda alemã Triumvirat

Formada em 1969, o nome é uma alusão ao fato da banda ser um trio. A formação original contava com Jūrgen Fritz nos teclados e voz, Hans Bathelt na bateria e percussão e Werner Frangenberg no baixo. No início da carreira a banda era conhecida como o Emerson, Lake & Palmer da Alemanha, em virtude do virtuosismo de Fritz nos teclados. Em seu repertório inicial executavam música do ELP, mas com o passar do tempo o trio foi adquirindo maturidade e criou uma identidade própria no universo do Prog.

Seu primeiro álbum foi Mediterranean Tales, lançado em 1972 e seu último trabalho foi  Russian Roulette lançado em 1980 num total de sete álbuns, dos quais Spartacus, de 1975, é considerado uma obra prima do gênero. A despeito disso o álbum que eu mais gosto é Illusions on a Double Dimple e é sobre ele que nós iremos conversar a partir de agora.

Illusions é o segundo trabalho do Triumvirat e foi lançado em 1973 pela Harvest. A formação contava com Hans Pape no baixo e voz, no lugar de Frangenberg, no entanto, durante as gravações Pape foi substituido pelo talentoso Helmut Köllen nas quatro cordas e nos vocais. Este trabalho ainda conta com as participações de Peter Cedera falando um texto, Hanna Dölitzsch, Vanetta Fields, Brigitte Thomas, Ulla Wierner nos backing vocals além da Cologne Opera House Orchestra, The Kurt Edelhagen Brass Section e do saxofonista Karl Dewo que faz o solo em Mister Ten Percent.

Illusions é um disco conceitual com apenas duas músicas: Illusions on a Double Dimple com seus 23min 24seg ditribuidos em seis partes e Mister Ten Percent com 21min 37seg igualmente composta de seis partes. No relançamento em Compact Disc foram incluídas quatro músicas bônus (singles).

Illusions conta a história de alguém que está desiludido com a vida de sofrimento que vem levando e que procura refúgio em um bar acompanhado de doses duplas de dimple. O protagonista fala de uma infância difícil sem a presença de um pai, da escola e da luta pela sobrevivência. Sobre uma perda de esperança onde o único objetivo é dormir e, quem sabe, não acordar. Musicalmente é uma peça maravilhosa que mescla os elementos clássicos do prog sinfônico com passagens pelo folk e pelo pop sem perder a sofisticação. 

Mister Ten Percente á uma obra que trata da ilusão da fama e do sucesso e da exploração causada por essa necessidade que leva a ser humano a fazer qualquer coisa pelo dinheiro e por um lugar ao sol e as consequências que esta busca lhe trás proporcionando-lhe um triste fim, reservado aqueles que já não rendem tanto assim. Mais uma vez o clima de balada entrecortado pela ambientação tensa e misteriosa da composição formam uma peça fantástica e digna de um lado B (só os mais velhos entenderão).

Concluindo. Illusions on a Double Dimple é um trabalho musical que não pode ficar fora de uma coleção de prog rock. Junto com o conceituado Spartacus formam uma obra prima maios, que não pode ser superada pelos trabalhos posteriores.