quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Modos & Estilos #07 - Renaissance - Ashes Are Burning

Se existe uma banda que eu curti muito na minha adolescência foi o Renaissance. O grupo britânico formado em 1969 pelos ex-integrantes do Yardbirds; Keith Relf e Jim McCarty, teve várias formações até chegar a chamada formação clássica com: Annie Haslam nos vocais, Jon Camp o baixo e voz, John Tout nos teclados e vocal, Terence Sullivan na bateria e vocais e Michael Dunford nos violões.

É com está equipe de peso que surge o magnífico álbum Ashes Are Burning em 1973 além de mais cinco discos simplesmente brilhantes.

O Disco


Ashes Are Burning é o quarto álbum de estúdio do grupo e o primeiro a contar com apoio de uma orquestra. Além da banda contou com a participação do guitarrista Andy Powell na faixa título do disco. O trabalho foi lançado pela EMI no Reino Unido e pela Capitol Records nos USA onde chegou ao número 171 no Billboard 200 inaugurando a fase americana da banda.

As músicas


Com apenas seis músicas o álbum tem uma duração de aproximadamente 40 minutos de prog rock da melhor qualidade.

O álbum inicia com Can You Understand e seus apelos transcendentais de libertação da mente e da alma, numa pela mistura de folk, rock e uma pegada bem clássica com mudanças de ritmo e tempo e a voz quase hipnótica de Annie acompanhada de belíssimos arranjos de cordas. detalhe para o belo trabalho do baixo. Aliás está é uma característica comum nas bandas de prog.

Em seguida temos Let It Grow que inicia como uma caixinha de música nas mãos de uma pessoa apaixonada. E é sobre isso mesmo que a canção fala: do amor. Arranjo simples e belo com uma bateria bem marcada que transmite um sentimento de paz interior muito bacana.

Na sequencia temos On the Frontier. Trata-se de um típico hino da geração Flower Power que acreditava na possibilidade de um mundo melhor através de uma revolução feita pacificamente. Excelente canção com uma introdução de violão bem folk e toda cantada em coro.

Logo em seguida temos Carpet of the Sun que dá sequencia a vibe hippie da obra. Mais uma vez o violão se destaca mas acompanhado pelos arranjos de cordas da orquestra e a voz magistral de Annie.

Em seguida um forte mudança de clima com o piano forte de At the Harbour que da lugar a um dedilhado melancólico com uma história de medo e morte nos lembrando que nem tudo são flores. Uma canção para se ouvir e refletir sobre as razões da vida.

Finalmente chegamos a canção que se tornou um dos hinos da banda: Ashes are Burning. Épica! Não encontro outro termo mais adequado para definir a última faixa deste álbum. Tinha que ser a última do disco pois fala de destino. Um destino incerto que é construído ao longo da nossa caminhada. Como diria o Milho: Sensacional!

Conclusão


Este é um álbum que não pode faltar em qualquer discoteca de respeito. Não apenas para os amantes do rock progressivo mas para qualquer um que aprecie boa música. Sem dúvida um disco que não será esquecido e nem repetido.

A banda ainda se encontra na ativa e você pode obter mais informações no site oficial em: http://renaissancetouring.com/. Esta obra prima está disponível também no Spotfy, logo abaixo.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os cinco A's das Necessidades Humanas


Numa sociedade frenética onde todos correm de um lado para o outro não medindo esforços para conquistar uma posição e um título de bem sucedido, eu me pergunto: de onde surgiu esta necessidade? Porque temos que vencer na vida? Quando analiso está máxima entendo que vitórias são resultados de batalhas e portanto para vencer é preciso entrar numa competição e isto transforma os que estão ao meu redor em adversários. É isto que me incomoda.

Vivemos uma realidade social onde o próximo, que deveria ser amado, é visto como um inimigo a ser derrotado, um adversário a ser vencido, um empecilho a ser eliminado. Mas o que nos leva a comprar esta ideia? Resposta: Esta nossa absurda necessidade de ter, de possuir, de ostentar. Vivemos uma geração onde somos avaliados pelo que temos e possuímos e não pelo que somos e sentimos. 

É uma ciranda insana que funciona mais ou menos assim: o indivíduo adquire uma casa. Ele mobília acasa. Troca de carro. Reforma a garagem por causa do carro. Pinta a casa para combinar com a reforma. Troca os móveis para se adequar ao novo visual. Reforma a área que ficou antiquada. Compra equipamentos novos para a lavanderia. Muda os equipamentos da cozinha porque destoam da lavanderia. Troca os móveis da cozinha porque ficaram feios e por ai vai. O mesmo acontece com roupas, com Gadgets, com alimentação, com trabalho, formação acadêmica e tantas outras demandas. Desesperado, ele trabalha 18 horas por dia para suprir tudo isso, não conhece seus filhos tudo porque foi doutrinado a acreditar que ele precisa vencer. Será que precisa mesmo?

Outro dia assisti um vídeo do Eduardo Marinho onde descobri que só necessitamos de cinco coisas para viver neste  mundo e coincidentemente as cinco meçam com a letra "a".

AR, ÁGUA, ALIMENTO, AGASALHO e ABRIGO.

Quando Deus nos criou (eu creio nisso) e nos colocou para morar neste planeta ele providenciou estes cinco elementos de forma direta ou nos dando capacidades para obtê-los. O Ar está aí para respirar, a água vinha dos rios, o alimento era caçado ou cultivado por nós mesmos, o agasalho nos tecíamos a partir de fibras naturais ou da lã de animais e o abrigo podíamos optar por cavernas ou construir com troncos de árvore que Deus plantou no nosso jardim.

Infelizmente a ganância fez com que o homem desejasse muito além disso, o que ocasionou a implantação de um sistema maligno (1 Jo 5.19) que cria no ser humano um desejo por ter e conquistar (1 Jo 2.16), transformando pessoas em reféns de um plano perverso para dominar o homem. Esta fome de poder tomou aquilo que era de graça e de direito e das cinco necessidades a única que ainda não foi privatizada é o AR. Mas eles estão se esforçando para tornar nossa atmosfera irrespirável até o ponto em que teremos que compra oxigênio para sobreviver.

O que vivemos hoje não é vida. É apenas loucura...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O Consumo Que Nos Consome

Vivemos um período de consumo como nunca se viu antes na história da humanidade. O novo smartphone que ficará obsoleto em três meses, o carro com faróis de led e acesso a internet, eletrodomésticos que interagem com seus donos, tecidos especiais, comidas especiais, games, filmes, séries, a casa nova, o piso novo, móveis novos, a casa ficou velha, a reforma, a cirurgia corretiva, a academia, os complementos alimentares, o remédio para combater os efeitos dos complementos, a técnica para combater os efeitos dos remédios, o segundo emprego, o terceiro emprego, a graduação, a pós, o mestrado, a promoção, a casa ficou velha de novo e não combina com seu novo cargo, outro carro, a escola para os filhos, a babá para os filhos, a faculdade dos filhos, nunca viu os filhos, ficou velho, morreu, não viveu, não sorriu, não se divertiu.

É óbvio que estou exagerando, mas é isto que vemos todos os dias, em uma escala menor e as vezes até maior. As pessoas sempre com pressa para acompanhar a moda e tirar selfies nos shoppings e postar o mais rápido possível para obter muitos likes e ter a sensação de que é relevante, importante, que tem muitos amigos.

Como diz o dito popular: gastando o que não tem para ser o que não é e mostrar para quem não liga. Esta onda de consumismo tem transformado as pessoas. Não há mais envolvimento emocional e passamos a ser julgados não pelo que somos mas pelo que temos. Este esfriamento das emoções vai paulatinamente minando os sentimentos. Por exemplo: a poucos dias assisti um vídeo de uma briga entre dois adolescentes na frente de uma escola. Uma multidão em volta dos protagonistas dividia-se em grupos: um grupo apenas observava, outro incitava a confusão e outro registrava tudo pelos celulares. Um dos meninos foi atingido por golpes muito fortes e teve uma convulsão e ninguém fez nada até que um senhor que pertence a uma outra geração interveio e foi acudir o jovem.

Não estou aqui questionando os motivos do conflito mas sim a apatia, a sede de violência e o descaso com um ser humano. Eu pergunto: que evolução é esta que tem transformado nossos jovens em feras? Que progresso é esse, onde professores apanham de alunos em sala de aula? Em outros países onde o liberalismo e o relativismo crescem a passos largos, afirmamos que é a falta de Deus que leva as pessoas a este estado de barbárie. Mas, e no Brasil?

Somos um país onde 80% da população se declara cristã, católica ou evangélica, e a outra parte desenvolve algum tipo de espiritualidade religiosa. Que cristianismo estamos vivendo e pregando que forma jovens com sede de sangue? Sinceramente, eu não consigo encontrar uma resposta para explicar este fenômeno. Mas como cristão eu tenho uma certeza. Sei que Jesus transforma o coração e a mente do homem. Não falo apenas por fé, mas por experiência. E se as nossas igrejas não estão obtendo sucesso é porque não estão anunciando o Cristo verdadeiro que pode transformar vidas, como transformou a minha.

A igreja está doente e talvez precise muito mais de Jesus do que aqueles que ainda não o conhecem. Pois também sucumbiu aos apelos do consumo e corre atrás de viabilizar seus projetos que já não são mais de salvação mas de expansão de seu império e esquece que deveria propagar o Reino. E o Reino de Deus não se obtêm com um cartão de crédito!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O Tripé do Cristianismo

Quando Jesus esteve entre nós, humanamente falando, ele nos deixou um legado de exemplos para seguirmos e, com isso, nos tornarmos pequenos Cristos sobre a terra, levando as boas novas do Evangelho àqueles que ainda se encontram enredados pelo sistema reinante. Enquanto homem, Cristo sempre foi um ser completo e podemos observar, claramente, três aspectos do seu ministério que devemos desenvolver durante nossa jornada nesta vida. Mas que aspectos são estes?

No filho de Deus percebemos o seguinte: Ortodoxia, ortopraxia e ortopatia. Tentarei de forma sucinta expor estes três pontos a seguir para compreendermos melhor o que é ser um discípulo de Jesus e consequentemente como deve ser a igreja que professa o nome do Cristo ressurreto.

Ortodoxia - Basicamente a palavra significa doutrina correta. Em Jesus vemos uma doutrina que não somente se baseia nas escrituras mas que provém do alto e que dá uma interpretação firme, correta e eficaz dos textos sagrados. Jesus não se prende em devaneios teológicos obscuros, mas vai direto ao ponto de cada questão mostrando que não se deve torcer os escritos para satisfazer um sistema de valores, mas interpretá-los de forma justa e sem rodeios, mesmo quando isso signifique humilhar-se diante das verdades irrefutáveis da Palavra de Deus.

Ortopraxia - Podemos ler como a prática correta das verdades bíblicas. Ao longo de sua caminhada ministerial encontramos o Filho do Carpinteiro colocando em prática os seus ensinamentos, curando enfermos e doentes, libertando os cativos, consolando os desesperados, recebendo os excluídos, alimentando os famintos, ou seja, Jesus não apenas prega o Evangelho mas também o pratica de forma integral, sem titubear ou recuar, levando esta prática as últimas consequências ao entregar-se para ser morto na cruz.

Ortopatia - Trás o sentido de sentimento correto. Jesus fez tudo o que fez movido por uma paixão baseada na obediência ao Pai e no amor incondicional a humanidade. Os sentimentos funcionam como combustível da fé e estão diretamente ligados ao campo da espiritualidade atuando como canal para que a trascendência de Deus possa se manifestar em nosso mundo natural. Pois apesar de ser Deus, somente pelo poder do Pai através do Santo Espírito é que o homem Jesus pôde manifestar o sobrenatural em seu ofício ministerial.

Fracos e dependentes que somos, dificilmente conseguimos desenvolver estes três aspectos de forma plena e equilibrada e tendemos a beneficiar uns em detrimento de outros. Mas isso não é um problema em si. Deus sabia disso o tempo todo e por essa razão deu diferentes capacitações par cada um de nós a fim de que, juntos, possamos ser um e fazer o todo. Com a igreja (institucional) não é diferente. Cada denominação enfatiza uma dessas características mais do que as outras e Deus também já sabia disso. A questão é: Será que as denominações entendem que o Reino funciona assim? Não é o que vemos acontecer.

Ao contrário de ficar satisfeitos por saber que existem grupos complementando o que não é feito por uma comunidade, o que assistimos é uma guerra de egos inflados que afirmam, orgulhosos e prepotentes, deter a doutrina, a pratica e a motivação correta e diminuem Deus ao declarar que fora do seu sistema, Deus não pode operar de maneira eficaz. E seguem vituperando o Cristo ao elencar um cabedal de regras que devem ser seguidas a risca, como uma receita mágica de sucesso.

Não, não é isso que o Messias nos ensinou. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro em 1 Co 3, nos versículos 7 e 8 quando escreve: Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. A igreja precisa entender que somos todos membros de um mesmo corpo e não é o consenso que nos faz prosseguir mas sim o dissenso. São as nossa diferenças que promovem a vasta abrangência do Reino e é assim que devemos prosseguir. Nos amando, ajudando, suportando, repartindo e comungando num mesmo espírito. Que Deus abençoe esta geração que surge com uma nova consciência da multiforme unidade da Igreja em Cristo Jesus.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Modos & Estilos #06 - Supertramp - Crime of the Century

Capa do Álbum
Em setembro de 1974, a banda britânica, Supertramp, lança o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Crime Of The Century (foto) que daria início a carreira de sucesso do grupo.

Ainda influenciados pelo Pink Floyd sem ser tão profundo ou assustador os ingleses valem-se mais de pitadas de bom humor para garantir a penetrabilidade no mercado e conseguem isso em um álbum marcante, leve, sofisticado e impossível de não ser apreciado durante a audição de suas oito faixas brilhantemente assinadas por Roger Hodgson (Guitarra, teclados e vocal) e Rick Davies (Vocal, teclados e gaita). A formação do grupo ainda contava com: John Helliwell (Saxofone, sopros e vocal), Dougie Thompson (Baixo) e Bob Siebenberg (Bateria).

O Álbum


Não me lembro exatamente, quando adquiri este álbum, mas lembro que foi e ainda é um disco especial para mim, não apenas pela musicalidade mas pelas lembranças que ele carrega.

Contra-Capa
O álbum inicia com Scholl que fala sobre as dúvidas da infância e adolescência quando estamos no limiar entre ouvir ou não os conselhos daqueles que tentam nos tornar em adultos e até onde isto é realmente bom ou ruim. A linha de piano e o crescendo que a música vai ganhando é incrível.

Em seguida a alegre e enigmática Bloody Well Right onde a educação formal, mais uma vez é questionada dando ênfase de que tudo se deve ao dinheiro. O piano elétrico é evidente além de um riff puro rock'n roll que finaliza com a linha de sax. Visceral e lindo.

Hide In Your Shell é pura melancolia sobre os medos que enfrentamos para sair de nossas zonas de conforto onde uma melodia quase infantil vai permeando toda a canção que caminha para um grito de socorro

Seguindo a mesma pegada de melancolia temos Asylum, uma ode a loucura. Musicalmente lembra bastante a fase psicodélica dos Beatles com momentos de insana suavidade entrecortados por grandiosa dor e medo da morte. Excelente trabalho de guitarras e arranjos vocais. No LP, está faixa fecha o lado A do álbum.

O lado B inicia com Dreamer que fala daquele sonhador que todos fomos um dia. Alguns desistiram outros porém continuam sonhando. Esta canção tem uma aura divina e, hoje, me remete a história de José. Seu clima intenso lembra alguém que corre, corre, corre em busca de seu sonho e continua correndo até perder-se no horizonte...

Do sonhador saltamos para Rudy, o típico perdedor, que não sonhou, não lutou, apenas esperou sem nunca ter exito. Nunca amou e não foi amado e agora segue num trem que deve, provavelmente, conduzí-lo ao fim da vida. Gosto do clima meio jazz e bossa-nova e da linha de baixo desta música caindo para um clima mais denso em certos momentos e caminhando para uma espécie de fusão jazz/rock. Atenção para a guitarra mute ao fundo. Olhando a evolução da cena musical percebe-se que muita banda pop dos anos 90 bebeu nessa fonte.

If Everyone Was Listening fala de um show mas na minha visão fala da vida como uma grande peça onde é preciso representar bem o seu papel e ainda correr o risco de não haver ninguém para vê-lo ou aplaudí-lo e talvez sejamos apenas o último palhaço. Uma bela peça.

Para encerrar, a canção que dá titulo ao disco: Crime Of The Century fala de uma conspiração que pretende raptar o universo sem se importar com a humanidade. O trabalho da guitarra é impecável e é a música que mais remete ao Pink Floyd.

Resumindo


Formação em 1974
Trata-se de um álbum memorável e na minha opinião, o melhor da carreira da banda e que me trás muitas recordações de minha infância e adolescência, quando comecei a descobrir a música como pano de fundo da minha existência. É interessante ainda, ouvir este disco, tantos anos depois, com uma cosmovisão diferente da que eu tinha na época. Incrível como, algo que tem mais de quarenta anos ainda soe tão atual, quer na mensagem quer na musicalidade. Recomendo a audição desta obra prima do Rock progressivo setentista.



Não ouviu ainda, pois então segue o link para audição.

Supertramp- Crime Of The Century (1974)






sexta-feira, 31 de julho de 2015

Thalleco Teco

Estou acompanhando já há alguns dias toda esta polêmica em torno do cantor Thalles Roberto após o mesmo ter proferido declarações a respeito dos artistas gospel nacionais. Basicamente o que ele falou foi o seguinte:

"Eu sou uma pessoa melhor que todos eles juntos cantando no mesmo palco, e eu sozinho bato em todo mundo... Hoje eu sou rico irmãos, muito mais que todos os outros cantores Gospel, talvez se somar tudo o que eles têm não da metade do que Deus me deu..."

O que dizer a respeito disso? Errou, e errou feio. Aliás, conheço alguns músicos e cantores cristãos que sozinhos, sem banquinho e violão, dão de goleada na música fácil desse menino travesso. O Thalles é um produto de uma indústria altamente lucrativa e alimentada pelo analfabetismo cultural e teológico de grande parte dos "cristãos" de hoje em dia. Pseudo música para uma geração sem Bíblia, acostumada a consumir qualquer coisa que venha embalada em plástico colorido e que está sempre com os olhos fixos em seus espelhos negros, sem olhar a sua volta e muito menos para cima. 

Mas nem tudo que ele disse é mentira, e talvez essa seja a  razão de tanta indignação. Grande parte da música "gospel" produzida e consumida em solo nacional é lixo, onde o que difere da chamada música secular, são: carruagens e cavalos no lugar de um Camaro, taças no lugar de copos, fogo e unção no lugar de sexo e balada. Mas não é sobre isso que eu quero falar.

O mi, mi, mi dos indignados...


Imediatamente, a galera afetada começou a dar seus pronunciamentos, uns mais raivosos, outros mais brandos, mas todos demonstrando indignação com o Thalleco...

Amanda Ferrari disse que ficou indignada e triste e que ele estava se colocando acima dos nossos (dela) líderes espirituais. Vanilda Bordieri escreveu no Twitter que “uns entram no templo para ver qual é o fim do ímpio, outros saem do templo para ver seu próprio fim". Bom, eu vou ao templo celebrar o Deus que eu sirvo. O Trazendo a Arca postou no Instagram uma foto dos músicos fazendo o símbolo dos 3 – marca registrada de Thalles. Cassiane aproveitou para lembrar de seus 34 anos de carreira e que é 500 graus. Não sei onde é tão quente assim! Mas ela anda meio caidinha, tem mais é que aproveitar mesmo. Nani Azevedo, Ana Paula Valadão e mais uma renca despejou sua indignação com o menino.

Não estou dizendo que eles estão errados em ficar tristes com as declarações, mas a minha pergunta é: Eles fazem música para exaltar a Deus ou para se auto promoverem? Eles são adoradores, como afirmam ser, dispostos a serem odiados, caluniados e sofrerem pelo evangelho ou são estrelas intocáveis em um palco iluminado pensando que viver em Cristo tem sabor de mel?

É só uma pergunta...


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Esse tal de Roque Enrow!

Quem é ele? Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow!
Um planeta, um deserto, Uma bomba que estourou
Ele! Quem é ele? Isso ninguém nunca falou!
Hoje é 13 de julho e tem uma galera comemorando o Dia Mundial do Rock. Mas será que temos o que comemorar? O rock, enquanto estilo de vida sempre foi provocador, rebelde, contestador. A história do rock é a história do rompimento com o establishment, ou seja, com as regras do sistema. O rock colocou negros e brancos para dançarem juntos em uma sociedade segregacionista, o rock criticou as guerras, questionou o Status Quo vigente, combateu a miséria e a opressão. Ganhou as ruas, levantou bandeiras e deixou o sistema quase louco a ponto de usar a força para tentar pará-lo sem sucesso. Mas o sistema sempre foi esperto e mudou suas táticas e começou a dar dinheiro, muito dinheiro para o rock. E o rock gostou de ver a grana em seu bolso e começou a gastar em festas ricamente decoradas com sexo barato e drogas caras. O rock pirou!

E viu o rock, que o dinheiro era bom! Caindo de bêbado, o rock foi ao sistema pedir mais dinheiro e o sistema lhe deu, mas também começou a fazer algumas exigências. Agora o rock já não podia contestar certas coisas e tinha que se comportar melhor, afinal haviam crianças na sala assistindo as performances do rock. Mas o rock achou que não tinha problema pois agora o dinheiro estava sobrando, mudou-se para uma mansão e comprou um jato particular. O rock já não era mais o mesmo. Perdeu o encanto e ficou restrito a meia dúzia de representantes que trabalham para o sistema e reúnem-se em grandes eventos patrocinados por grandes corporações. Velho e debilitado em virtude dos exageros químicos da juventude o rock passa mais tempo nos médicos do que nos palcos. Seus filhos são caretas e ricos demais para sair do conforto e cair na estrada e seus netos passam mais tempo nas redes sociais combinando a próxima balada e gostam de música eletrônica só para dançar.

As vezes ele lembra dos velhos tempos, mas os cabelos brancos já não combinam com a rebeldia do início. Dizem que ele esta vivo mas na verdade é só um sósia, um ator profissional que finge ser rock mas que foi formatado em algum laboratório de propriedade do sistema que lucra mais e mais e da boas gargalhadas com os rebeldes de hoje, tão corretos politicamente, tão inofensivos criticamente e tão patéticos ideologicamente. Ele já não é aquele menino sabido da musica da Rita Lee.



Ela nem vem mais pra casa, doutor. Ela odeia meus vestidos,
Minha filha é um caso sério, doutor. Ela agora está vivendo
Com esse tal de... Roque Enrow, Roque Enrow, Roque En...

Ela não fala comigo, doutor, Quando ele está por perto
É um menino tão sabido, doutor, Ele quer modificar o mundo
Esse tal de Roque Enrow, Roque Enrow

Roquem é ele? Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow?
Uma mosca, um mistério, uma moda que passou
E ele, quem é ele? Isso ninguém nunca falou!

Ela não quer ser tratada, doutor, e não pensa no futuro
E minha filha está solteira, doutor, ela agora está lá na sala
Com esse tal de Roque Enrow, Roque Enrow, Roque En...

Eu procuro estar por dentro, doutor, dessa nova geração
Mas minha filha não me leva à sério, doutor, ela fica cheia de mistério
Com esse tal de Roque Enrow, Roque Enrow

Roquem é ele? Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow?
Um planeta, um deserto, uma bomba que estourou
Ele, quem é ele? Isso ninguém nunca falou!

Ela dança o dia inteiro, doutor, e só estuda pra passar
E já fuma com essa idade, doutor, desconfio que não há mais cura
Pra esse tal de Roque Enrow, Roque Enrow, Roque Enrow
Roque En...row

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Modos & Estilos #05 - ELP - Brain Salad Surgery

Na minhas inúmeras fases musicais teve a do Rock Progressivo, gênero que continuo apreciando. Tive muitos álbuns na minha coleção mas o meu preferido sempre foi o Brain Salad Surgery do Emerson, Lake And Palmer. Trata-se do quarto álbum de estúdio da banda brtânica e foi lançado em 19 de novembro de 1973 pelo selo Manticore (fundado por Greg Lake) e Atlantic Records. A arte da capa foi desenhada pelo artista HR Giger que também é o criador do personagem Alien.

Este álbum foi o gravado nos estúdios da Manticore (foto), gravadora da banda e foi produzido com o objetivo de ser reproduzido ao vivo da mesma forma que foi gravado.

As Músicas


Jerusalem - Uma adaptação do hino de Hubert Parry, sobre um poema de William Blake. Uma bela canção épica e espiritual, mas não se engane. Apesar de ser uma música com temática cristã o álbum não é puritano.

Toccata - Faixa instrumental baseada no primeiro movimento do primeiro concerto para piano de Alberto Ginastera, com arranjos de Keith Emerson. Trata-se de uma faixa bem Sci-Fi. Lembro-me que quando ouvia esta música imaginava exploradores espaciais em um planeta distante.

Still You Turn Me On - É a balada do álbum. Bela canção que fala sobre uma paixão  que permanece viva.

Benny the Bouncer - Até hoje não consigo entender porque esta música foi incluída neste álbum. Simplesmente não se encaixa. A letra conta a história de um segurança de bordel metido a valentão que um dia encontra um engraxate que acaba lhe tirando a vida. É ambientada nas histórias do Velho Oeste. A música em si não é ruim mas é desnecessária.

Karn Evil 9 - Trata-se de uma peça épica com quase meia hora de duração e dividida em três partes a saber: Primeira, Segunda e Terceira Impressão. A Primeira Impressão é uma composição de rock progressivo tradicional com todos os elementos do gênero e fala de um mundo onde o entretenimento é a arma para manter as pessoas cativas. A Segunda Impressão é um instrumental fantástico com muitos elementos de jazz e uma linha de baixo incrível, uma bateria soberba e um piano magnifico. A Terceira Impressão remete a um tema épico com muitos sintetizadores levando a um climax de dominação pela máquina como se ela fosse uma divindade.

É praticamente unânime a constatação de que este álbum é o melhor trabalho feito pelo trio. Os trabalhos posteriores não conseguiram repetir a perfeição deste disco. Lembro-me de escutá-lo repedidas vezes. Mesmo hoje ainda soa inovador. Me parece que os três músicos encontram em Brain Salad Surgery o equilíbio perfeito. Um incrível legado que ainda será ouvido por muito tempo. Meu único arrependimento é ter me desfeito dos meus discos.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ódio nos Olhos

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; (Mateus 5:43,44).

Não questiono a dor de alguém que perdeu um ente querido através da ação violenta de um indivíduo, independente de sua idade, credo, etnia, ou qualquer outra coisa. Não duvido da angústia e da humilhação de quem já foi vítima da violência. É óbvio que é necessário uma medida punitiva para qualquer pessoa que comete um crime, assim como é imprescindível que esta medida seja acompanhada de uma recondução a socialização do infrator. Mas o que eu tenho presenciado nas entrevistas, nas redes sociais, nos comentários em jornais e revistas é apenas um sentimento de ódio que não deseja praticar a justiça mas apenas a vingança.

Termos como: "tem que mofar na cadeia", "tem que matar essa cambada", "são uns vermes malditos", "tinha que ter pena de morte para esses vagabundos" e muitas outras coisas que não ouso reproduzir aqui, são ditos com orgulho, destilando um ódio incompreensível típico de bestas-feras que contradizem qualquer teoria evolucionista por mais bem elaborada que seja. Mas o que mais me entristece é quando estas palavras de ordem são ditas por aqueles que se auto denominam cristãos. Definitivamente isto não é cristianismo, nunca foi e jamais o será. O verdadeiro cristão é aquele que morreu com Cristo e renasceu para Cristo. É uma pessoa que tem em Cristo o gabarito para a formatação da sua existência, que busca em Cristo o modelo de suas atitudes, que aprende de Cristo a ter um olhar diferenciado sobre o mundo. Alguém que crê, sem nenhuma dúvida, na transformação que somente Jesus, o Cristo, pode realizar em nossas vidas.

Você crê em Deus? Eu creio! E como crente neste Deus, eu suplico a Ele que tenha misericórdia da nossa podridão espiritual e da nossa incapacidade de amar e compreender a Sua vontade, o Seu plano e Seu sonho para toda a humanidade. Imploro a Ele, que mude nossas mentes e abra nossos olhos para que possamos ver o quanto estamos contaminados pelo mal deste presente século. Senhor, tende piedade de nós!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sim, a música perdeu um ícone

Conheci a banda britânica Yes em 1975 na casa de um amigo, o Mauro, que tinha o The Yes Album (foto) e confesso que foi amor a primeira vista. Depois vieram os demais discos, tanto os anteriores quanto os posteriores. Lembro-me que havia uma disputa para ver quem comprava certo álbum primeiro. Minha grande vitória foi o álbum duplo Yesshows de 1980, edição importada com encartes e tudo mais. Depois acabei trocando este último pelo álbum triplo do Emerson, Lake and PalmerWelcome Back My Friends to the Show That Never Ends... Ladies and Gentlemen, pois era fan do ELP, mas isso é outra história.

O Yes é uma daquelas bandas que você não cansa de ouvir. A textura musical proporcionada por músicos excepcionais como: Jon Anderson com seu vocal inconfundível, Steve Howe com sua guitarra hipnótica, Rick Wakeman e seus teclados magistrais, Bill Bruford e Alan White com suas baquetas precisas e o fenomenal Chris Squire comandando as quatro cordas com uma genialidade ímpar colocando o contra-baixo em um patamar nunca visto antes.

Christopher Russell Edward Squire, nasceu em 4 de março de 1948 em Londres. Inciou sua vida musical, ainda criança, no coro da igreja. Esta iniciação musical lhe conferiu uma capacidade de arranjo que o acompanhou até o dia 27 de junho de 2015, data em que o músico talentoso veio a perder a guerra contra a leucemia.

Aos 16 anos de idade foi expulso da escola por conta de seus longos cabelos. Nunca mais voltou optando por dedicar-se ao instrumento que lhe deu fama e reconhecimento. Em 65 montou sua primeira banda, The Selfs e comprou seu inseparável Rickenbacker RM1999, numero de série DC127 que o acompanhou até o fim. Em 66 formou o The Syn, com o guitarrista Peter Banks. Tempos depois com Jon Anderson uniu-se a Tony Kaye e Bill Brufford formando o Yes.

Junto com o Yes, Chris construiu uma carreira solida. Músico de rara sensibilidade colocou o contrabaixo em uma posição de destaque transformando este instrumento de apoio em protagonista das viagens musicais da banda.

Squire também se aventurou em discos solos, não muitos: Fish Out Of Water (1975) o mais popular de seus trabalhos pessoais, aclamado pele crítica e pelos fãs. Com Billy Sherwood (ex Yes), lançou Chris Squire & Billy Sherwood: Conspiracy (2000) e The Unknown (2003 ) e em 2007 lançou Chris Squire’s Swiss Choir.

O talento e o baixo marcante de Chris podem ser comprovados em músicas como: The Fish (Schindleria Praematurus) do álbum Fragile de 1971,  Can You Imagine do álbum Magnification de 2001, Tempus Fugit do álbum Drama de 1980, The Gates Of Delirium do fantástico Relayer de 1974, Close to the Edge do álbum homônimo de 1972 além de muitas outras faixas onde podemos ouvir e apreciar todo o talento deste músico único que serviu de inspiração para baixistas renomados como Les Claypool (Primus) e Geddy Lee (Rush)

Desde maio deste ano (2015) Chris estava afastado dos palcos para tratar um tipo raro de leucemia, a eritroide aguda. No último sábado, 27 de junho, o músico, aos 67 anos, não resistiu e veio a falecer deixando a esposa Scotland, as filhas Camille, Xilan e Chandrika e o filho Cameron. Para os fans fica o legado construído ao longo de meio século de virtuosismo ao lado de grandes nomes da música. Sua obra, seus solos, suas composições estão ai para que as novas gerações possam aprender com este cara que fez do contra-baixo um instrumento de destaque.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Todo Fim é Um Bom Começo

Descobri o Abner Melanias há menos de um ano, pelo site Achando Graça, quando voltei a escutar podcasts avidamente.

Cristão, produtor de conteúdo, diz que é músico; Abner é uma espécie de filósofo cristão dos nossos dias. Dotado de uma inteligência privilegiada, esbanja conhecimento nas mais diversas áreas da cultura pop, território onde tem um excelente domínio e por onde navega com grande facilidade.

Suas opiniões, por vezes ácidas, nem sempre agradam a todos mas não há como negar que são apaixonadas e bem fundamentadas. Abner é uma daquelas figuras que nos incomoda, pois nos leva a utilizar nossos cérebros tanto para absorver quanto para rebater seus fortes e bem delineados argumentos.

Agora o Abner anuncia que está deixando o Graça Cast. É uma pena, pois sua mente brilhante era um dos holofotes deste podcast. Mas ele sabe o que faz e deixou uma equipe de alto gabarito para dar continuidade ao projeto. Em sua despedida fica claro que a decisão foi motivada por planos de novos desafios pois sua caneta está em ação para produzir material literário. Meu desejo pessoal é que este irmão, que aprendi a admirar, mesmo a distância, conquiste seus mais sublimes sonhos e cumpra através de sua vida o projeto que Deus escreveu para ele. Boa sorte em sua nova caminhada... estaremos atentos!

Deixo para o Abner um texto do poeta e compositor paranaense Antonio Thadeu Wojciechowski.

vento que é vento
não inventa
simplesmente venta
viver bem todo mundo quer
todo mundo tenta
feliz daquele que puder
olhar para trás
e rever as maravilhas
dos seus melhores momentos
em câmera lenta 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Tolerar é Preciso!

Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; Mateus 5:39
Nesta semana que passou tivemos as atenções da mídia voltada para o episódio envolvendo o jornalista Ricardo Boechat que faz parte do cast da BAND e o Pr. Silas Malafaia. Foram trocadas farpas e insultos que culminaram com declarações de baixo nível por parte do jornalista. Mas vamos aos fatos: as controvérsias começaram apos um pronunciamento do jornalista sobre o caso de uma menina de 11 anos, adepta do candomblé, que foi atingida por uma pedrada. De acordo com o jornalista, a menina foi agredida por evangélicos e ainda afirmou que os pastores, neo-pentecostais, incitam este tipo de comportamento em seus fiéis.

A acusação...

Até o momento em que escrevo este artigo nada foi apurado, sem imagens (tão comuns atualmente) apenas o depoimento de algumas testemunhas de que dois homens com bíblias nas mãos foram os autores da agressão. Recentemente tivemos o caso de uma menina evangélica agredida na escola e ninguém falou de intolerância religiosa, em Curitiba, católicos foram agredidos por ativistas LGBT, todos os dias centenas de pessoas são vítimas da violência, sejam eles umbandistas, cristãos (católicos e protestantes), espíritas, budistas, ateus e por aí vai. Dai partir para uma acusação leviana de que pastores das igrejas neopentecostais incitam a violência já é demais. O jornalista errou feio ao fazer este tipo de afirmação.

A resposta...

Indignado com a afirmação do jornalista, o Pr. Silas Malafaia, que não é neo-pentecostal, publicou no seu Twitter a seguinte afirmação: "Avisa ao jornalista Boechat , que está falando asneira, dizendo que pastores incitam os fiéis a praticarem a intolerância.Verdadeiro idiota." Silas erra feio aqui. Poderia ter se pronunciado até mesmo citando o jornalista mas de uma forma mais educada.

Baixando o nível...

Imediatamente o jornalista respondeu ao vivo fazendo sérias acusações ao pastor e usando de termos de baixo calão que não convém a alguém que se diz profissional. O jornalista deixa bem evidente o seu ódio pelo pastor Silas e desrespeita a audiência. Errou e muito.

Todos estão errados...

Ninguém está certo nesta história, a imprensa em acusar os evangélicos sem provas concretas, o jornalista em generalizar a conduta de pastores e não respeitar os seu público, o pastor Silas em ficar procurando confusão, os caras que atiraram a pedra, enfim! A pergunta que fica é: a quem interessa esta polêmica toda? Quem está tirando proveito disso? Quem irá se beneficiar de uma guerra ideológica em nosso país? Resposta? Quem está no poder. Fica claro que ha uma manipulação para manter os brasileiros desunidos, raivosos e com isso enfraquecidos para enfrentar a exploração dos detentores do poder.

Nosso dever...

Como cristãos, nosso dever não é incitar o conflito mas promover a paz e o diálogo, dando o bom testemunho da transformação em nossas vidas e mostrando a todos que é possível sim construirmos um mundo melhor para todos. Nossa conduta serve para promover o bem, nossa fé é para salvação e isso vem de Deus e não de nós.

Meu apelo...

Não assisto a BAND, nem a Globo, nem a Record, não escuto o Boechat, pois é uma pessoa que não tem nada para me acrescentar, já ouvi muito o Pr. Silas e gostava de suas pregações mas atualmente não posso compactuar com ele, mas como irmão em Cristo posso pedir a ele que volte a pregar o Evangelho do Reino como ele fazia antigamente. Sei que ele não vai ler este artigo, então eu oro.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Coletânea - United We Skate Benefit Compilation

A Thumper Punk Records em parceria com a Sky Burn Black Records lançaram, no dia 17 de junho de 2015, a coletânea United We Skate Benefit Compilation. Trata-se de um trabalho, cuja renda será em benefício de dois ministérios que envolvem a prática do skate e o cristianismo. Um é o Roots of Hope Ministry em Jaco, na Costa Rica (dirigido por Aaron “Liberty” Wells da banda True Liberty) o outro é o Christian Skaters International em Paarl, África do Sul (dirigido por Dave Emmerson da banda The Old-Timers).

Ao todo são cinco volumes com 113 bandas de mais de 12 países com canções em inglês, portugues, alemão e espanhol que enviaram suas músicas para ajudar esta causa nobre. Os estilos também são os mais variados. A coleção foi dividida em cinco volumes da seguinte forma:
  • Volume 1 (Punk) com as bandas Christ’s Sake, Metanoia, Banda Grano, Peter118, Darak HC, CPR, Dsarme?, Over Mortal, Novaprole, Heart Like War, A Broken Line, No More Zombies, The Bruised, Mr. Mustache, The Bricks, Plank Eyed Saints, Santa Cruz (SxCx), Street Corner Gospel, Archote, Jesus-Worshiper, A Common Goal e False Idle.
  • Volume 2 (Punk) com as bandas The Old-timers, Living Fire, Blast From Oblivion, Grave Robber, True Liberty, Reforma Protestante, INFIRMITIES, No Punk Influences, Praiser, Transboard, Broken, Platoon 1107, The Hoax, Ambassadors of Shalom, Foolish Things, No Lost Cause, The Bedlam Saints, The WAY, The Lonely Revolts, Saint Hooligan, Holy Factor, The Inhumans, Madero, Refuge, Grace & Thieves e  Their Throats are Open Tombs!
  • Volume 3 (Hardcore) com as bandas Dangerous Minds, LIV., Rapture, Siervos, Stick Tight, Take Heart, Kings & Daughters, Nossa Fúria, No Complaints, Revivalist, Made Worthy, Judgement Day, Every Knee Shall Bow, Final Surrender, Poured Out, Bloodline Severed, O Wretched Man, Messflesh, Scream at the Sky, Partaker, Far From Sanity, Flawed By Design e Anschluss Amor.
  • Volume 4 (Metal) com as bandas Aceldama, Adorned in Ash, Azorrague, Black Leather, Broken Jail, Ceremonial Sacred, Demoniciduth, Dies Mortem, Hate Evil, Hawthorn, Intercession, Light to Dead, Mediadhor, Primitive Church, The Right Wing Conspiracy, Saul of Tarsus, Screaming Your Name, Soul Embraced, Soul Factor, Straight from the Grave, The Synics Awakening e Tenere.
  • Volume 5 (Metal) com as bandas Abated Mass of Flesh, Above the Storm, Armath Sargon, Ascendant, Be Not Betrayed, Blood Thirsty, Broken Flesh, Christageddon, Consuming Fire, Cryptic Rising, Elgibbor, Flukt, Hilastherion, Immortal Souls, Numbered with the Transgressors, Pantokrator, Parallax Withering, Skald in Veum, They Wither e Throne of Awful Splendor.

Bandas Brasileiras

É imensa a quantidade de bandas brasileiras na compilação mostrando a força da cena underground cristã nacional. Entre elas: Metanoia, Banda Grano, Darak HC, Dsarme?, Novaprole, No More Zombies, Mr. Mustache, Santa Cruz (SxCx), Archote, Living Fire, Reforma Protestante, Transboard, Holy Factor, Nossa Fúria, Azorrague e outras.

Especiais para mim

Duas bandas são especiais para mim. A primeira é a No More Zombies Rock do meu amigo Eduardo Teixeira, punk das antigas, companheiro de podcast, autor do documentário Cristo Suburbano, que fala sobre a cena punk cristã nacional, e responsavel pelo selo Cristo Suburbano Records que distribui material underground cristão autorizado. O Eduardo ainda mantém um vlog chamado Idéia Suburbana onde apresenta um pouco de teologia e o blog Cristo Suburbano onde você encontra entrevistas com bandas entre outras coisas legais.
A outra é a banda paranaense, da cidade de Ponta Grossa, Holy Factor que está no volume 2 da coletãnea. A música, Assassinos, foi gravada num momento bastante turbulento da banda em que o baterista anterior, Raphael, havia anunciado sua saída e a banda não tinha um novo batera definido, mas deu tudo certo, graças a Deus e para fechar com chave de ouro, saiu no mesmo volume do Grave Robber, da qual são fans. A Holy Factor é mantida pelo baixista, vocalista, blogueiro e podcaster, Luis Vulcanis, que além deste blog, mantém o Eu Escuto Podcast. Também atua como host no Podcast do Esconderijo Underground.

Para adquirir as mídias digitais entre na página da Thumper Punk Records, onde é possível comprar todos os volumes, com desconto, ou cada volume separadamente. Para as mídias físicas entre em: http://thumperpunkrecords.storenvy.com/. Vale a pena! Abaixo os players para escutar cada volume da coletânea. Na página da coletânea também é possível ouvir as músicas.

Nosso desejo é que Deus abençoe este trabalho e que as vendas sejam muitas pois é para uma causa justa em que acreditamos e estamos muito felizes em ter participado deste momento histórico.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Os Pilares da Fé Cristã

Tenho observado, nos últimos anos, um acirrado embate teológico entre os defensores dos mais variados pontos de vista a respeito da fé cristã. Arminianos, Calvinistas, Pré Milenistas, Amilenistas e Pós Milenistas, enfim, cada um defendendo sua posição particular e produzindo mais calor do que luz. Ortodoxos, pentecostais, reformados, liberais, conservadores, entre outros, numa disputa sem fim para provar ao outro a certeza pessoal de possuir a verdade absoluta, como se fosse tão simples assim para um mero mortal ser o detentor da ciência de todas as coisas.

Estas situações acabam gerando muitas dúvidas de todos os lados, que mais prejudicam e nos afastam de Deus do que nos aproximam do mesmo. Não sou teólogo, mas entendo que devemos nos ater aos pilares da fé. Mas que pilares são estes? São aquelas certezas incontestáveis comuns a todas as vertentes e que podem ser chamadas de universais. Por exemplo: Deus criou todas as coisas! Não importa sua vertente cristã. Todos que professam o cristianismo creem nesta verdade, logo ela é um pilar da fé.

Obvio que não vou conseguir elencar todos os pilares, mas quero citar alguns que me dão a certeza de estar no caminho certo independente da linha teológica que sigo ou simpatizo.

  • Deus criou todas as as coisas.
  • Deus criou o homem
  • O Homem pecou perdendo a comunhão com Deus
  • Jesus morreu na cruz para nos resgatar
  • Jesus ressuscitou e subiu aos céus
  • Jesus voltará para regatar a Sua igreja
  • Haverá um grande julgamento
  • Depois disso haverão novos céus e nova terra.
Evidentemente esta é uma lista bem resumida mas serve para dar uma ideia do que estamos tentando lhe dizer. Não importa se o fruto do pecado foi a desobediência ou o fato de o homem não crer em Deus, se era uma maçã ou outra coisa o fato é que o homem pecou contra Deus. Não interessa se Jesus irá voltar antes da grande tribulação, durante ou depois desta. O importante é que ele vai voltar. Se todos atentarmos para os pilares respeitando as diferenças de cada um poderemos viver em comunhão e parar com estas disputas teológicas inúteis que nos fazem perder tempo precioso, pois enquanto discutimos teorias as almas perecem lá fora. Pense nisso.

Grande abraço.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A música cristã tem que ser evangelística?

Fico ouvindo e lendo sobre música cristã e me deparo com tudo quanto é tipo de opinião a respeito, desde as mais coerentes até as mais absurdas. Todos dão seus pitacos e, como cantaria o Kid Abelha: Por que não eu?

Na minha concepção não existe santo e profano, ou seja, música é música. O que de fato existe é música feita por cristãos e por não-cristãos. Quando olhamos o assunto a partir deste prisma evitamos cometer o erro de querer classificar a música de forma errada, esquecendo-se da mensagem e atendo-se unicamente ao estilo e a forma como se isso fosse suficiente para determinar se uma coisa é santa ou não.

Tecnicamente, música é uma combinação de sons e silêncios dispostos harmoniosamente para criar uma linha melódica que é executada dentro de um espaço-tempo respeitando um andamento ou ritmo, gerando uma experiência subjetiva no receptor. Resumindo: Sons organizados criando emoções.

Acredito que isto deixa claro que a música, em si mesma, não pode ser boa ou má, sagrada ou profana, para o bem ou para o mal. O objetivo de uma peça musical é determinado por quem criou a peça e por quem a executa. É nesse ponto que eu quero chegar. Como funciona a música feita por cristãos? Qual o objetivo do músico cristão ao compor uma canção?

A música feita e executada por cristãos, no meu entendimento, pode ser tanto para louvor e exaltação do Deus que nós cremos ou para entretenimento. Não vejo nenhum problema de um cristão criar composições que falam de assuntos que não estão diretamente ligados ao louvor e adoração. É o que convencionamos chamar de música não-confessional, ou seja, que não fala explicitamente de Deus, da Igreja e do Cristianismo mas que passeia sobre os mais variados assuntos a partir de uma cosmovisão cristã, pois não há como fugir disso. Veja o caso da cantora e compositora Lorena Chaves, por exemplo. Suas canções não trazem o nome de Deus estampado em cada verso mas os valores, ideias e ideais das suas letras estão impregnados de cristianismo. Não estou falando de criatividade musical. No caso da Lorena Chaves, suas canções são uma mistura bem feita de Folk Rock e MPB o que não é uma novidade.

O que eu considero um problema é quando alguém quer empurrar estas músicas no culto a Deus. O culto é um momento de louvor e adoração a Deus e pede canções que nos remetam a isso. Creio que existe muita confusão em relação a isso. De um lado os demonizadores que classificam de maligno tudo o que não fala de Deus e de outro um liberalismo exagerado que quer colocar qualquer coisa dentro da igreja. Mas tenha cuidado; nem tudo o que fala de Deus, mesmo que seja sincero e verdadeiro, serve para o momento do culto, pois a igreja não pode e não deve ser um gueto de apenas uma tribo mas uma comunhão de diferentes com um mesmo propósito.

O que precisamos na verdade é encontrar um ponto de equilíbrio para saber decidir oque é mais adequado para cada momento. Quanto a música não ser de cunho evangelístico eu parto do seguinte pressuposto: Na literatura cristã temos livros voltados para a edificação do crente enquanto um prestador de culto mas também temos livros sobre relacionamento conjugal, criação de filhos, sexualidade, empreendedorismo e por ai vai. Isto me faz enxergar que na música cristã também podemos abordar outros assuntos de forma a termos uma mensagem integral que possa abranger todas as áreas da existência humana inclusive o entretenimento puro e simples.

E você? Qual a sua opinião? O que você pensa a respeito deste assunto? Comente ai, dê a sua opinião, para que possamos, juntos, crescer em graça e conhecimento. Grande abraço.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Batalha dos Estultos

Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Efésios 6:12

Observando o texto do irmão Paulo, escrito para os crentes que estavam em Éfeso e comparando com o que acontece hoje com as instituições religiosas, que se auto denominam cristãs, no que diz respeito a sua convivência com os contrários: fica um tanto evidente uma total incapacidade de compreender o texto paulino citado. Baseado nisto vamos tentar desenhar o que este enunciado afirma e que deve ser uma regra para nossa conduta, enquanto representantes do Reino que afirmamos ser tão maravilhoso sem no entanto convencer ninguém disso.


Vamos fazer uma rápida análise do texto apresentado:

Pois a nossa luta - Este é o primeiro ponto que devemos compreender. Temos uma luta a ser travada, ou seja, estamos permanentemente em estado de guerra. E quem está nessa condição não pode dormir, não pode perder o foco, deve estar sempre alerta, vigiando e orando para não ser engodado e capturado pelo inimigo que não está brincando.

Não é contra pessoas - Aqui Paulo não deixa nenhuma margem de dúvidas. Temos uma luta mas ela não é contra pessoas. É inútil ficar perdendo tempo em longas discussões que não levarão a nenhum lugar pois estão focadas no alvo errado. Isto não quer dizer que não podemos expressar aquilo que cremos. Pois Jesus nos comissionou para pregar a boa nova.

Mas contra os poderes e autoridades - Em outras traduções lemos principados e potestades. Principados (arche) dá a ideia de autoridade de onde emanam as idéias e Potestades (eksousia) refere-se aqueles que garantem a execução da ideia. É contra esta origem das ideias contrárias a vontade de Deus e contra estes gerenciadores da execução destes intentos que devemos concentrar o foco da nossa luta. Uma vez que, nosso objetivo bélico não esta direcionado para pessoas, entende-se que a nossa luta se dá no campo das idéias o que, para nós, representa uma dimensão espiritual e não material.

Contra os dominadores deste mundo das trevas - Esta frase não deixa nenhuma dúvida de que Paulo está se referindo ao mundo espiritual imerso em trevas espirituais, ou seja, o mundo dos demônios. Não acredita em demônios? Pois eles acreditam!

Contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. - Será que é preciso explicar mais alguma coisa?

O texto de Efésios deixa bem claro que é inútil o nosso envolvimento em disputas de gênero, de cor, de religião. Nós não temos que convencer e nem converter as pessoas. Nós não estamos em guerra com os seres-humanos. O que precisamos é compreender que nossa função em relação as pessoas é anunciar o Evangelho. Este anuncio, não se faz no templo mas sim nas ruas e na maioria das vezes sem precisar falar, mas com atitudes. Mas que atitudes?

Muitos pensam que: ser honesto, trabalhador, obedecer as leis, respeitar os outros é que fará a diferença. Estas práticas, entre outras, são obrigações e devem estar impregnadas no caráter de todos independente de serem cristãos ou não. O que realmente nos torna diferentes é o amor que demonstramos pelo próximo. Ser cristão não é apenas ser uma pessoa boa mas acima de tudo ser alguém disposto a perder em benefício do outro. É ser servo, e ser servo é servir ao propósito de Deus. É isso!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Pensando em Jesus

As vezes me pego pensando em Jesus e divagando sobre a grandeza e excelência de sua missão nesta terra. Sei que tem muita gente que não crê que Ele seja Deus e outro tanto sequer acredita que Ele tenha existido como homem. Dizem que é uma invenção humana, um conto de fadas.


Entendo que é difícil para estas pessoas que pensam somente dentro de um racionalismo medido pela ótica humana, crer na pessoa de Jesus Cristo. Eu mesmo já tive esta dificuldade, pois crer é diferente de acreditar e implica em uma experiencia pessoal que transforma a nossa maneira de entender. 

Este novo entendimento não é fruto de conhecimento humano mas de um relacionamento com Deus que só acontece em nossas vidas a partir do momento em que tomamos consciência da realidade de Deus e do imenso abismo que nos separa Dele e que só pode ser transposto pela fé.

Eu não fui a uma igreja, não escutei a pregação de um pastor. Apenas senti a sua presença e compreendi o meu distanciamento. Dei ouvidos a sua voz e disse sim ao seu convite de deixar o controle da situação em Suas mãos. Ele não me prometeu fama e nem fortuna, mas tudo o que Ele disse que faria, Ele fez.

Me devolveu a alegria de estar vivo, colocou paz no meu coração, me deu uma família, me deu dons e talentos e me fez enxergar o mundo e a vida de uma maneira nova. Me ensinou a ter compaixão e perceber que tenho uma cidadania que me torna peregrino neste planeta. 

Mas a maior transformação que Jesus Cristo promove em nossas vida é a consciência da responsabilidade que temos em relação aqueles que ainda não o conhecem. é por isso que insistimos, falamos, escrevemos e as vezes até importunamos as pessoas para que se despertem e tenham a sua própria experiência com Deus. Afinal, não é assim que agem os amigos? Sempre que descobrimos uma coisa legal queremos que nossos camaradas também aproveitem a novidade e por isso que insistimos.

Sabe: estou pensando em Jesus, e gostaria muito que você também pensasse. Mas isto é uma outra história!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Duelo de Gigantes sem Carâter

Desde janeiro, venho observando as inúmeras manifestações, umas contra e outras a favor, com relação ao atual governo. Evidente que boa parte do que se vê, não pode e não deve ser levado em consideração, pois de ambos os lados percebe-se uma clara manipulação, tanto de fatos, distorcidos, quanto de pessoas, levadas a agir de uma determinada forma ajudando a promover o caos e a desordem.


Analisando as acusações de um lado e de outro fica claro que estamos em um beco sem saída. Tanto a situação quanto a oposição demonstram claramente que não tem nenhum interesse no bem estar da população. O que se vê é uma batalha campal, uns para retomar o poder e com ele suas facilidades de enriquecimento rápido e ilícito e outros para não perder este mesmo poder.

Não é concebível que um país que é a sétima maior economia do mundo (sim, o Brasil é uma nação rica) tenha tanta miséria, fome, violência e um abismo social quase intransponível. Mas o pior de tudo é a letargia de uma população que acostumou-se ao caos. O individualismo do brasileiro é tão endêmico que temos uma geração explorada, maltratada, violada em seus direitos e não fazemos absolutamente nada para que haja uma mudança.

Vivemos uma crise moral, econômica e política sem precedentes. Somos roubados todos os dias através de impostos, taxas abusivas e preços exorbitantes. Pagamos tudo mais caro. Temos os piores serviços. As instituições não funcionam. Ninguém acredita em mais ninguém. E para completar, a única instituição que deveria trazer a esperança de volta e uma resposta justa é a que mais nos envergonha, pois esqueceu de sua missão que é resgatar o ser humano a sua condição de participante do reino dando lugar a ganância e a busca do poder.

Por favor! Alguém me dê uma notícia boa!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Diga ao povo que marche

Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. Êxodo 14:15

Em primeiro lugar, quero deixar claro que eu não sou contra a Marcha para Jesus e é provável que esteja nas ruas no próximo dia 16 de maio, em Ponta Grossa, PR. O que eu quero refletir neste espaço é sobre a finalidade da marcha.

É obvio que muitos dirão que o objetivo do evento é exaltar o nome do Senhor Jesus, glorificar a Deus, declarar que a nossa cidade é do Senhor Jesus e toda aquela ladainha gospel que já estamos habituados. Mas será que é esta a mensagem que comunicaremos as pessoas que estarão observando a banda passar?

A impressão que eu tenho é de que estamos tentando mostrar que: somos muitos, somos fortes e temos poder! Uma coisa do tipo Triunfalismo Gospel Contemporâneo que manda o seguinte recado: Sai da frente se não a gente passa por cima! Temos poder para eleger um presidente! Conseguimos mudar a programação das emissoras! Etc.! Etc.! Etc.!

Eu vejo muitas mensagens mas não enxergo Jesus no meio da massa. Sabe porque? É que depois que termina a festa, tudo continua como antes. As denominações tão unidas na avenida continuam criticando umas as outras. As necessidades dos pobres e desprezados continuam as mesmas. Nossos cultos continuam sendo shows de talentos e desfiles de moda e se tirarem o beijo gay da novela vamos manter a audiência, mesmo com todas as outras abominações da trama televisiva.

Até quando viveremos nesta apostasia moderna? Por quanto tempo continuaremos cultivando nossas futilidades e vivendo de ilusões banais? Quero deixar uma pergunta para respondermos a nós mesmos: Se a igreja da qual somos membros fechar as portas hoje, a comunidade local sentirá falta dela? Se a nossa resposta for negativa, então precisamos repensar urgentemente que evangelho estamos anunciando, pois certamente não é o de Cristo.

Para nossa reflexão vou deixar lincado um vídeo do Pr. Neil Barreto que nos trás muitos questionamentos a respeito da igreja que estamos construindo.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Geração coisa...

Todos os dias, milhares de pés percorrem, freneticamente, os quatro cantos do mundo em busca da definitiva fórmula da felicidade. Descalços ou não, articulações e calcâneos suportam tíbias e perônios de corpos tristes. Corpos que caminham para um fim de incertezas, preenchendo vazios com mimos de pouco ou nenhum valor. Corpos que seguem juntos mas não se olham e nem se percebem, apenas prosseguem, como narcisos modernos fitando suas próprias ilusões nos espelhos negros que carregam nas mãos. Mãos que só se estendem para tocar as superfícies sem vida da materialidade absurda que rouba-lhes o tempo. Tempo que já perderam nas empreitadas sem descanso que lhes garante o únicos direitos que possuem: Ter! Obter! Possuir! Gastar o que não podem naquilo que não é pão. Geração tresloucada, sempre tão conectada e paradoxalmente desligada do outro. Geração cujos amigos são fotos tratadas em um editor de imagens qualquer. Geração do Self, voltada para si mesma, que não olha em volta e não pode ver quem está em derredor. Geração sem próximos nem distantes, cujo único valor palpável está na propriedade de coisas para ostentar a posse daquilo que não lhe seguirá na cova. Que coisa! Para finalizar deixo o belo poema de um camarada Thadheu...

Como é que vão as coisas?

Cale a boca, coisa ruim!
Você não está falando coisa com coisa.
A coisa não está preta coisíssima nenhuma.
Você está com muita coisa pra cima de mim
mas eu lhe peço só uma coisa:
deixe a coisa em paz
pra ver como é que a coisa fica.
Alguma coisa me diz que, por uma coisinha de nada,
eu deixei de lhe dizer uma porção de coisas.
Outra coisa: baixe neste centro mas com o espírito da coisa.
Não precisa ser aquela coisa mas, pelo menos,
uma coisa muito louca.
Ou uma coisa tão estranha que,
mesmo que pareça a mesma coisa,
seja coisa do outro mundo.
Pois de todas as coisas, no fim, sempre resta pouca coisa.
Ah, só mais uma coisa: a vida tem dessas coisas.
E coisa que não acaba mais.
Se você não concorda, o que não é lá grande coisa,
escreva qualquer coisa!
Diga qualquer coisa!
Faça qualquer coisa!
Só não me deixe coisando sozinho!

Antonio Thadeu Wojciechowski

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Bíblias, bonés e camisetas! Compre e seja abençoado!

Tenho acompanhado a polêmica em torno do lançamento da Bíblia Apostólica Thalles Roberto Ide, que alvoroçou as redes sociais nos últimos dias. De acordo com o cantor, a ideia de lançar a Bíblia nasceu de uma constatação de que os jovens não leem as sagradas escrituras e que a sua influência, enquanto celebridade, poderia ser utilizada como incentivo a leitura do livro divino.


Deixando de lado a qualidade musical, questionável, do trabalho do Thalles, não há como negar que o moço é marqueteiro profissional. A carreira com crescimento meteórico deste mineiro, do município de Passos, vem acompanhada de um marketing feroz onde cada passo é minuciosamente planejado. Filho de pastor, Thalles cresceu na igreja Sara Nossa Terra cercado de música. Com talento de sobra o menino sonhou alto e foi para o mercado secular junto com a banda Jota Quest por cinco anos. Neste tempo conheceu muita gente, aceitou convites, participou e maravilhou-se com o mainstream. O tempo o trouxe de volta a igreja com uma bagagem comercial que poucos possuem no meio gospel.

O chamado divino (não questiono isso), atrelado ao conhecimento dos mecanismos mercadológicos lançou a jovem artista para um sucesso extraordinário. Musicalmente não há nada de novo; seu trabalho é popular, de fácil assimilação, garantindo boa aceitação e bons lucros. Não é um missionário; é um artista, profissional, que sabe muito bem o que faz. Está aproveitando o momento. Sua loja vende camisetas, bonés, livros e até a sua bíblia pessoal com direito a fotos, biografia, tudo a um precinho meio salgado para a realidade brasileira. Ou seja: ele faz exatamente o que se propôs a fazer.

Mas mudando de assunto, vi e li um monte de gente falando e escrevendo a respeito deste fato, uns de forma mais simpática e outros mais agressivos, que o cara só está interessado em lucro, que isto e aquilo e aquilo outro. Vamos considerar algumas coisas:

  • O nível de leitura do brasileiro em geral é baixíssimo.
  • Mesmo entre os que leem ainda existem os analfabetos funcionais.
  • Incentivar a leitura da bíblia é uma atitude louvável.
  • Não vi ninguém dos que criticaram, inclusive eu, fazendo algum esforço, doando bíblias, etc.
Não curto Thalles Roberto, acho sua música, uma música pobre em conteúdo, mas creio que podemos (eu e você) ser mais relevantes agindo no lugar de ficar apenas criticando. É muito fácil apontar os erros dos outros. Como igreja precisamos acordar e tirar nossos traseiros do conforto do sofá e fazer algo útil pelo Reino do qual dizemos que somos embaixadores. Deixa o Thalles pra lá! Vamos fazer algo, nos unir, ser bíblias vivas trabalhando pelo bem comum de todos, independente de cor, gênero, religião. Amando as pessoas e compadecendo-se delas e de nós mesmos que muitas vezes não vemos que somos pobres, cegos e nus. Não se muda a realidade com críticas e sim com ações. Ele está agindo, talvez da forma errada, não sei! Mas e nós, o que estamos fazendo?

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Raquel Maiden, Vá De Retro, São Tanaz...

Recentemente, numa entrevista concedida à rádio Jovem Pan AM, a jornalista e âncora do SBT, Rachel Sheherazade, perguntada sobre suas preferências musicais, afirmou que é fã da banda britânica Iron Maiden. Pronto, foi o suficiente para uma enxurrada de "crentes" indignados acusando a bela e inteligente Rachel de mundana, não convertida e por aí vai, isto sem falar nas acusações de que a banda é satânica, etc, etc etc, e blá, blá, blá!


Nunca fui muito fan do Iron, musicalmente prefiro o Metallica, questão de gosto, mas vamos ao Iron. Trata-se de uma banda de performance, quase um teatro, os temas das letras remetem a história antiga e casos de amor. Muitas vezes a temática das letras remete ao mal sem fazer apologia mas meio que abrindo o jogo. Honestamente não vejo no Iron este tal satanismo. O que percebo é um marketing muito bem estudado. Mais que uma banda, Iron Maiden é uma empresa de entretenimento. Lógico que não sou inocente, suas letras não te levam a dobrar os joelhos e orar mas a questionar a natureza humana que insiste em correr para o mal. Mas existe uma lição importante em tudo isso: como é fácil emitir julgamentos.

Seres tão humanos, sempre dispostos a apontar, criticar e condenar outros seres, esquecendo-se de que um dia todos deverão apresentar-se diante do grande tribunal. E neste dia não será questionado o gosto musical de ninguém mas sim as obras executadas neste mundo. Não é hora nem momento para preocupações desta natureza, mas sim de manifestar o Reino de Jesus Cristo entre os homens, não com guerra de gêneros, mas com ações de amor ao próximo. Mas quem é o seu próximo? Como diz o DH, próximo é aquele que está ao alcance das suas mãos...